segunda-feira, 29 de março de 2010

7 Minutos - Curta metragem

LENIN - Biografia



LENIN

Vladimir Ilitch Lenin ou Lenine (em russo: Владимир Ильич Ленин; nascido Vladimir Ilyitch Ulianov, Владимир Ильич Ульянов; Simbirsk, 22 de abril de 1870 – Gorki, 21 de janeiro de 1924) foi um revolucionário e chefe de Estado russo, responsável em grande parte pela execução da Revolução Russa de 1917, líder do Partido Comunista, e primeiro presidente do Conselho dos Comissários do Povo da União Soviética. Influenciou teoricamente os partidos comunistas de todo o mundo, e suas contribuições resultaram na criação de uma corrente teórica denominada leninismo. Diversos pensadores e estudiosos escreveram sobre a sua importância para a história recente, entre eles o historiador Eric Hobsbawm, para quem Lenin teria sido "o personagem mais influente do século XX".

Origens

Nascido Vladimir Ílitch Uliánov (em russo Влади́мир Ильи́ч Улья́нов) em 22 de abril de 1870 no calendário juliano, adotou posteriormente o nome de Vladimir Ilitch Lenin (em russo Влади́мир Ильи́ч Ле́нин).

Seu pai, Ilia Uliánov, foi inspector das escolas da província de Simbirsk. Homem extremamente religioso, apoiava as reformas de Alexandre II e aconselhava os jovens a não cairem no radicalismo.

Durante a vida de Lenin, sua origem nobre foi largamente ignorada; foi apenas quando Stalin desejou realizar uma mitologização de Lenin como um ente semidivino e fonte da legitimidade do seu próprio poder, que os problemas começaram. Segundo Orlando Figes e outros, esta origem nobre foi uma fonte de embaraço para os biógrafos stalinistas, que escolheram ressaltar, entre os antepassados de Lenin, seu avô paterno, Nikolai Uliánov, filho de um servo, que trabalhou como alfaiate em Astrakhan, no Volga. Apenas Nikolai era em parte calmuco (e sua mulher Anna, completamente — Lenin tinha feições claramente típicas dos mongóis) e isso era inconveniente para o nacionalismo grão-russo do regime stalinista. Sob este ponto de vista, os antepassados de Lenin do lado materno eram-lhe motivos de ainda mais constrangimento. Maria Alexandrovna, sua mãe, era a filha de Alexander Blank, um judeu converso, que se fez médico e dono de terras em Kazan. Ele era filho de Moiche Blank, um comerciante judeu de Volínia, que casou com uma sueca chamada Anna Ostedt. Os antepassados judeus de Lenin foram sempre ocultados pelo regime stalinista; quando foi sugerido a Stalin, por Anna Uliánov em 1945, que tais fatos pudessem ser usados para combater o anti-semitismo, Stalin ordenou que "nenhuma palavra" fosse repetida sobre isso.

De acordo com Orlando Figes: "Ao contrário do mito soviético segundo o qual Lenin ainda de fraldas já era um avultado teórico do marxismo, o líder da revolução bolchevique entrou relativamente tarde para a política. Com 16 anos de idade ele era ainda religioso e não mostrava qualquer interesse na política. No liceu em Simbirsk, as suas principais cadeiras foram filologia clássica e literatura".

Por ironia do destino, o director do liceu de Simbirsk onde Lenin estudou foi Fiodor Kerenski, pai do futuro rival de Lenin, e que escreveu em 1887 (último ano de liceu de Lenin) um relatório exemplar sobre este jovem: "Religião e disciplina foram a base da sua educação, cujos frutos se tornam claros nas suas excelentes maneiras".

Ao terminar o liceu, nada indicava que Lenin se viria a transformar num revolucionário. Orlando Figes: "tudo indicava antes que ele iria seguir os passos do seu pai e fazer uma excelente carreira na burocracia czarista".

E ainda Figes: "Na sua juventude (Lenin) era orgulhoso de se poder designar como "filho de um nobre". Uma vez descreveu-se mesmo na polícia como "Vladimir Ulyanov, de nobre família". Após a morte de seu pai, sua família vivia confortavelmente dos arrendamentos e das vendas dos terrenos de sua mãe. No entanto, ele, como tantos outros jovens promissores de classe média da época, acabaria por alienar-se do regime czarista devido à severidade com que este agia para banir elementos tidos por politicamente suspeitos

O irmão

O irmão mais velho de Lenin, Alexandre Uliánov, ainda com 21 anos, um estudante em São Petersburgo, envolveu-se no grupo de extrema esquerda Pervomartovtsi e foi um dos cúmplices numa das muitas tentativas de assassinar o Czar Alexandre III da Rússia. Foi condenado à morte em 1887. Isto teria grandes consequências para o irmão, que se radicalizaria nos anos seguintes.

Estudos de direito em Kazan
Nesse ano de 1887, Lenin, com 17 anos de idade, foi estudar direito em Kazan. Ali, logo tomou contacto com um outro grupo de revolucionários moldados no Vontade do Povo. Ainda nesse ano, foi preso, juntamente com outros, numa manifestação de estudantes movida por reivindicações de cunho estritamente acadêmico. Como consequência, foi-lhe proibida a continuação dos estudos. Em 1890 foi readmitido na Universidade, porém apenas como estudante "externo" autorizado a prestar exames anuais, mas não a frequentar a universidade.

Doutrinação
Foi nestes anos que Lenin se tornou um marxista. Sua primeira grande paixão revolucionária, no entanto, foi Tchernichevski e em particular sua obra Que fazer?, que o "converteu" definitivamente ao ideal revolucionário, anos antes de ter lido Marx. A obra de Tchernichevski falava da criação de um "novo homem" russo através da auto-disciplina e da auto-estilização, capaz de superar o que o senso comum da época considerava serem os traços comuns da "alma" russa, a passividade, a melancolia e o alcoolismo. Em Lenin, nos seus primeiros anos de marxista, existe uma convicção de que o desenvolvimento capitalista da Rússia seria uma pré-condição necessária do socialismo, na medida em que apenas a modernização industrial da Rússia, o desenvolvimento da disciplina associada à generalização do trabalho industrial assalariado, seriam capazes de elevar a consciência política do povo russo a níveis tais que tornassem possível a derrubada da autocracia czarista e a constituição de uma república democrática - contrariamente às teses dos populistas, que consideravam que o socialismo russo se desenvolveria nos quadros da comuna camponesa tradicional. Esta associação da modernidade ao capitalismo industrial, no entanto, não era uma idéia original de Lenin. Já encontrava-se nas obras do fundador do marxismo russo, Plekhanov, ao qual ele se associaria no seu primeiro exílio, no início do século XX, como redator do jornal da emigração marxista (social-democrata) russa no exílio, o 'Iskra' (centelha).

A originalidade de Lenin manifestar-se-ia na discussão sobre os estatutos do Partido Operário Social Democrata Russo, em 1903, quando do segundo congresso deste partido, no qual Lenin argumentou pela constituição de um partido centralizado e dirigido por intelectuais com intensa formação teórica marxista, em oposição à tese de um partido organizacionalmente frouxo, que limitasse-se a se enquadrar à atividade sindical do movimento operário. Para Lenin, a mera agitação sindical, desprovida de uma base doutrinária voltada para o socialismo, acabava por reduzir-se a reivindicações parcelárias por maiores salários e menos horas de trabalho, que aceitavam a exploração capitalista enquanto tal, visando apenas minorá-la. Para que tal agitação levasse à refundação socialista da sociedade burguesa, seria necessário a existência de marcos teóricos claros, associados não apenas aos interesses específicos da classe operária, mas de todas as questões sociais, políticas, culturais, religiosas etc., referentes à situação concreta da sociedade como um todo. Neste sentido, a consciência socialista, que os sindicalistas supunham ser um traço ontológico da classe operária, para Lenin só poderia chegar à mesma classe operária 'de fora' dela mesma, mediante o trabalho teórico e de agitação de intelectuais de classe média.

Guerra Civil

Dmitri Volkogonov afirma que durante a guerra civil Lenin ordenou a seus comandantes o fuzilamento de transgressores por uma ampla variedade de crimes, como participação em conspiração, resistência à prisão, ocultamento de armas, desobediência, comportamento atrasado, atuação descuidada e falsos testemunhos, contribuindo, com suas ordens e instruções, para exacerbar a crueldade.

O terror

Dmitri Volkogonov também afirma que a idéia do sistema de campos de concentração (os Gulags), e os terríves expurgos dos anos 1930, são normalmente associados ao nome de Stalin, mas o verdadeiro "pai" dos campos de concentração bolcheviques, as execuções, e o terror em massa, era Lenin. Nos antecedentes do terror implantado por Lenin, se torna fácil entender os métodos inquisitoriais de Stalin, o qual era capaz de executar alguém apenas baseado em suposições.

O Terror Vermelho era crucial na luta de Lenin pelo poder, segundo Anne Applebaum,e os campos de concentração eram cruciais para esta política. Eles foram mencionados no primeiro decreto do Terror Vermelho, que demandava a detenção e prisão de importantes representantes da burguesia, donos de terras, industriais, comerciantes, padres contra-revolucionários, e oficiais anti-soviéticos, e estabelecia o seu isolamento em campos de concentração.

bibliografia: Enciclopédia Livre

domingo, 28 de março de 2010

Venda de Ecstasy na Tv Bandeirantes?



Encontrei este vídeo na internet e achei relevante divulga-lo devido seu conteúdo. Este era o "Programa Valle Tudo" (tinha que ser), TV Bandeirantes, 1993. Ocorre que o Ecstasy chegou a ser vendido através da TV bandeirantes no inico dos anos 90. Um veículo de massa, vendendo uma droga tão potente? Que tipos de valores temos em relação ao que é ou não droga quando pensamos em termos de comercialização licita ou ilícita. O que pode-se pensar de um comercial em rede aberta comercializando algo tão potente? Onde está essa diferença, do bom e do ruim? Estaria no que é determinado pelo estado? Estaria no que é determinado pela "elite", sendo ela cultura, financeira, política ou ambas? Se é determinado pelo estado, qual a sua culpabilidade? Se é determina pela Sociedade Civil, como devemos subtrair tal influência para que um dia possamos desfrutar de uma melhor consciência? Ao menos distiguir "o que é", "o que não é" e "o que deveria ser", não simplismente aceitar humildemente o que é induzido boca abaixo.
Não sei se o produto é o mesmo, mas hoje em dia com certeza esse comercial iria dar problema (acredito que deveria dar problema). Enfim, para um coisa tem utilidade. Para refletirmos nosso conceito de moral, ética e principalmente nossos valores que estão constantemente em cambio e nem ao menos nos damos conta disso. Pensem....


Algumas informações.

Chamada droga de recreio ou droga de desenho, o Ecstasy é uma droga de síntese pertencente à família das fenilaminas. As drogas de síntese são derivados anfetamínicos com uma composição química semelhante à da mescalina (alucinogéneo). Desta forma, o Ecsatsy tem ação alucinogénea, psicodélica e estimulante.

O Ecstasy actua mediante o aumento da produção e diminuição da reabsorção da serotonina, ao nível do cérebro. A serotonina parece afetar a disposição, o apetite e o sistema que regula a temperatura corporal. Não se conhecem usos terapêuticos para esta substância, embora tenha sido experimentada, antes da sua ilegalização, em contextos de terapia de casal e psicoterapia pelos seus efeitos entactogénicos.

Origem

O MDMA foi descoberto antes das anfetaminas ou dos alucinogéneos. Em 1912, os laboratórios alemães Merck isolaram acidentalmente o MDMA (MetileneDioxoMetaAnfetamina) e em 1914 patentearam-no como inibidor do apetite, o qual não chegou a ser comercializado. Só nos anos 50 é que, com fins experimentais, foi utilizado pela polícia em interrogatórios e em psicoterapia.

Nos anos 60 e 70 conseguiu grande popularidade entre a cultura underground californiana e entre os frequentadores de discotecas, o que levou à sua proibição em 1985. Foi baptizado com o nome de Ecstasy (XTC) pelos vendedores como uma manobra de marketing.

Na Europa, nos finais dos anos 80, o seu consumo aumentou, como se pode verificar, por exemplo, pelo número de pastilhas apreendidas pelas autoridades espanholas: 4.325 em 1989 e 645.000 em 1995. Este alargamento na Europa está também associado à queda do muro de Berlim e ao descontrole político de alguns dos países do Leste europeu, onde a indústria farmacêutica está fortemente implantada. O Ecstasy foi inicialmente consumido em Ibiza e nos países do mediterrâneo, no contexto da noite e da música electrónica. O consumo espalhou-se, mais tarde, até à Inglaterra e Holanda, onde surge a nova cultura da rave entre os jovens.

Efeitos

Os primeiros efeitos surgem após 20-70 minutos, alcançando a fase de estabilidade em 2 horas. Diz-se que o MDMA pode combinar os efeitos da cannabis (aumento da sensibilidade sensorial e auditiva), os das anfetaminas (excitação e agitação) e ainda com os do álcool (desinibição e sociabilidade). Para além disso, pode oferecer uma forte sensação de amor ao próximo, de vontade de contacto físico e sexual.

O Ecstasy pode provocar uma sensação de intimidade e de proximidade com outras pessoas, aumento da percepção de sensualidade, aumento da capacidade comunicativa, loquacidade, euforia, despreocupação, autoconfiança, expansão da perspectiva mental, incremento da consciência das emoções, diminuição da agressividade ou perda da noção de espaço.

A nível físico pode ocorrer trismo (contracção dos músculos da mandíbula), taquicardia, aumento da pressão sanguínea, secura da boca, diminuição do apetite, dilatação das pupilas, dificuldade em caminhar, reflexos exaltados, vontade de urinar, tremores, transpiração, cãibras ou dores musculares.

Os efeitos desaparecem 4 a 6 horas após o consumo. Podem ocorrer algumas consequências residuais nas 40 horas posteriores ao consumo.

Riscos

A longo prazo, o ecstasy pode provocar cansaço, esgotamento, sonolência, deterioração da personalidade, depressão, ansiedade, ataques de pânico, má disposição, letargia, psicose, dificuldade de concentração, irritação ou insónia. Estas consequências podem ainda ser acompanhadas de arritmias, morte súbita por colapso cardiovascular, acidente cérebro-vascular, hipertermia, hepatotoxicidade ou insuficiência renal aguda.

O consumo de ecstasy e a actividade física intensa (várias horas a dançar) pode provocar desidratação e o aumento da temperatura corporal (pode chegar a 42º C), o que por sua vez pode levar hemorragia interna. A desidratação e a hipertimia têm sido causa de várias mortes em raves. A hipertimia pode ser reconhecida pelos seguintes sinais: parar de transpirar, desorientação, vertigens, dores de cabeça, fadiga, cãibras ou desmaio. Como forma de precaução, aconselha-se a ingestão de água. No entanto, a ingestão excessiva de água pode também ser perigosa (a intoxicação de água pode ser fatal).

É de referir que esta droga é frequentemente falsificada e substâncias como as anfetaminas, a ketamina, o PCP, a cafeína ou medicamentos são vendidos com o nome de ecstasy.

Tolerância e Dependência

O desenvolvimento de tolerância pode ser favorecido pelo uso contínuo do ecstasy. A dependência psicológica pode verificar-se mas não existem dados conclusivos relativamente à dependência física. Fiquem atentos.

Fonte: Bibliotéca livre

sábado, 27 de março de 2010

Guerra dos Seis dias - Part. 1



A Guerra dos Seis Dias foi um conflito armado que opôs Israel a uma frente de países árabes - Egito, Jordânia e Síria, apoiados pelo Iraque, Kuwait, Arábia Saudita, Argélia e Sudão. O crescimento das tensões entre os países árabes e Israel, em meados de 1967, levou ambos os lados a mobilizarem as suas tropas. Antecipando um ataque iminente do Egito e da Jordânia, a Força Aérea Israelense surpreendeu as nações aliadas, lançando um ataque preventivo e arrasador à força aérea egípcia. O plano traçado pelo Estado-Maior de Israel, chefiado pelo general Moshe Dayan (1915-1981), começou a ser posto em prática às 7h e 10min da manhã do dia 5 de junho de 1967, quando caças israelenses atacaram nove aeroportos militares, aniquilando a força aérea egípcia antes que esta saísse do chão e causando danos às pistas de aterragem, inclusive com bombas de efeito retardado para dificultar as reparações. Ao mesmo tempo, forças blindadas de Israel investiam contra a Faixa de Gaza e o norte do Sinai.

A Jordânia abriu fogo em Jerusalém e a Síria interveio no conflito. No terceiro dia de luta, todo o Sinai já estava sob o controle de Israel. Nas 72 horas seguintes, Israel impôs uma derrota devastadora aos adversários, controlando também a Cisjordânia, o sector oriental de Jerusalém e as Colinas de Golã, na Síria. Como resultado da guerra, aumentou o número de refugiados palestinos na Jordânia e no Egipto. Síria e Egipto estreitaram ainda mais as relações com a URSS, aproveitando também para renovarem seu arsenal de blindados e aviões, além de conseguirem a instalação de novos mísseis, mais perto do Canal de Suez.


Situação geoestratégica anterior ao conflito (1956 – 1967)


Nos anos seguintes à crise de Suez, a tensão entre árabes e israelitas havia aumentado perigosamente. Contribuíram para isso vários factores, entre os quais:

1. A instalação de governos nacionalistas em países árabes (Síria e Iraque), em substituição dos regimes pró-ocidentais neles existentes até então. Esses novos governos se mostravam favoráveis a uma acção militar contra Israel e pressionavam o governo egípcio - o mais forte e populoso do mundo árabe - a se encaminhar nessa direcção.

2. A formação de movimentos de resistência palestinianos, que passaram a reagir cada vez mais à existência do estado judeu. A contínua repetição de episódios de confronto, principalmente ao longo da fronteira de Israel com seus vizinhos, e as pressões dos países árabes para uma tomada de posição mais firme por parte do Egipto levaram este último a formalizar pactos militares de defesa mútua com a Síria, a Jordânia e o Iraque. Egito e Síria estabelecem, em 1966, um Pacto de Defesa - uma aliança militar que os compromete reciprocamente em caso de guerra que implique um dos dois países.


Esquema da conquista da península do Sinai durante a Guerra dos Seis DiasO primeiro passo para o desencadear da guerra deu-se em 7 de Abril de 1967, quando Israel lançou um ataque contra posições da artilharia árabe e bases de resistência nas Colinas de Golã. Durante a operação seis aviões sírios Mig foram abatidos pelos caças de Israel, que voavam baixo sobre a capital da Síria, Damasco. Esta provocação inflamou as tensões entre árabes e israelitas.

A União Soviética passou, através dos seus serviços secretos, informações ao governo sírio. Essa suposta troca de informações alertava para um ataque em massa do exército de Israel. Embora não existam provas absolutas dessa colaboração russa, uma coisa é certa: as informações estavam corretas e ajudaram a empurrar tanto a Síria quanto o Egipto para a guerra.

Contudo, o General e Presidente do Egipto, Gamal Abdel Nasser não foi perspicaz sobre uma guerra com Israel e tomou decisões que levavam a uma guerra fechada - um bloqueio para prevenir um provável ataque israelita.

Em Maio de 1967, exércitos árabes começaram a juntar forças ao longo das fronteiras de Israel. Ao mesmo tempo Nasser ordenou um bloqueio no Golfo de Aqaba. Enviou tropas para o Deserto do Sinai e pediu aos Capacetes Azuis da ONU para partirem.

Em resposta a esta ação e ao apoio soviético, o exército israelita foi mobilizado. Egito, Síria e Jordânia declararam estado de emergência. Em 22 de Maio Nasser fechou o estreito de Tiran aos barcos de Israel, isolando a cidade portuária de Eilat. Esta mesma acção, somada a interesses franceses e israelitas, fora a causa da Guerra do Canal do Suez, em 1956. Três dias mais tarde os exércitos do Egipto, Arábia Saudita e Iraque moveram-se para as fronteiras com Israel. Em 30 de Maio, a Jordânia juntou-se ao Pacto Egipto-Síria, formando o Pacto de Defesa Árabe. Durante este período, a imprensa árabe teve um papel vital para a abertura das hostilidades. Jornais e rádios passavam constantemente propaganda contra Israel.

Em 4 de Junho de 1967, Israel estava cercado por forças árabes que eram muito mais numerosas do que as suas e seu plano de invasão parecia condenado ao fracasso, até a Mossad pensar numa solução. A guerra era iminente

Os seis dias

Diante da ação árabe iminente, antes da invasão começar, o governo e os líderes militares de Israel implementaram uma estratégia para furar o bloqueio militar legal imposto pelos árabes. Logo depois das 8:45 do dia 5 de Junho lançaram um ataque aéreo contra as forças árabes. Este ataque aéreo, com o nome de código 'Moked', foi desenhado para destruir a Força Aérea do Egipto enquanto esta estava no solo. Em três horas, a maioria dos aviões e bases estava destruída. Os caças israelitas operavam continuamente apenas voltando para se reabastecer de combustível e armamento em apenas sete minutos. Neste primeiro dia, os árabes perderam mais de 400 aviões; Israel perdeu 20. Esses ataques aéreos deram a Israel a hipótese de destroçar de forma desigual as forças de defesa árabes.

De seguida, as forças terrestres de Israel deslocaram-se para a Península do Sinai e Faixa de Gaza onde cercaram as unidades egípcias.

A guerra não era longe da frente leste de Israel. O primeiro-ministro de Israel, Levy Eshkol, enviou uma mensagem ao rei Hussein da Jordânia: "Não empreenderemos ações contra a Jordânia, a menos que seu país nos ataque". Mas na manhã do 2º dia, Nasser telefonou a Hussein, encorajando-o a lutar. Ele disse a Hussein que o Egipto tinha saído vitorioso no combate da manhã - um engano de Nasser que provocou uma derrota esmagadora da Jordânia, mas que conseguiu impedir que Israel tomasse Amã.

No mesmo dia, às 11:00, tropas da Jordânia atacaram Israel a partir de Jerusalém, com morteiros e artilharia. Com o controle total dos céus, as forças israelianas em terra estavam livres para invadir o Egipto e a Jordânia. Por causa disto, os reforços árabes que foram enviados tiveram sérios contratempos, o que permitiu que os israelitas tomassem grande parte da cidade dos jordanos em apenas 24 horas.

No terceiro dia da guerra, 7 de Junho, as forças jordanas foram empurradas para a Cisjordânia, atravessando o rio Jordão. Israel tinha anexada toda a Cisjordânia e Jerusalém, invadindo e tomando a cidade.

A ONU consegue um acordo de cessar-fogo entre Israel e a Jordânia que entra em vigor nessa tarde. Após o cessar-fogo, o grande contingente de tropas e tanques de Israel foi dirigido contra as forças do Egipto no Deserto do Sinai e Faixa de Gaza. As Forças de Defesa de Israel atacaram com três divisões de tanques, páraquedistas e infantaria. Conscientes de que a guerra somente poderia durar poucos dias e que era essencial uma vitória rápida, os israelitas concentraram todo o seu poder através das linhas egípcias no Deserto do Sinai.

Em 8 de Junho, os israeliatas começam o seu ataque no Deserto do Sinai e, sob a liderança do General Ariel Sharon, empurraram os egípcios para o Canal do Suez. No final do dia, as Tzahal alcançaram o canal e a sua artilharia continuou a batalha ao longo da linha de frente, enquanto a força aérea atacava as forças egípcias, que, em retirada, tentavam recuar utilizando as poucas estradas não controladas. No final do dia os israelitas controlavam toda a Península do Sinai e de seguida o Egipto aceitou um cessar-fogo com Israel.

Às primeiras horas do mesmo dia 8 de Junho, Israel bombardeou acidentalmente o navio de guerra americano USS Liberty, ao largo da costa de Israel, que havia sido confundido com um barco de tropas árabes. 34 americanos morreram.

Com o Sinai sob controle, Israel começa o assalto às posições sírias nas Colinas de Golã, no dia 9 de Junho. Foi uma ofensiva difícil devido às bem entrincheiradas forças sírias e ao terreno acidentado. Israel envia uma brigada blindada para as linhas da frente, enquanto a infantaria atacava as posições sírias, e ganha o controle das colinas.

Às 18:30 do dia 10 de Junho, a Síria retirou-se e foi assinado o armistício. Era o fim da guerra nos campos de batalha. Mas alguns resultados se estenderam por anos posteriores

bibliografia: Enciclopédia livre

Guerra dos Seis Dias - Part. 2



Consequências da guerra

A Guerra dos Seis Dias foi uma grande derrota para os Estados Árabes, que perderam mais de metade do seu equipamento militar. A Força Aérea da Jordânia foi completamente destruída. Os árabes sofreram 18.000 baixas, enquanto do lado de Israel houve 766.

No dia seguinte à conquista da Península do Sinai, o Presidente Nasser do Egipto resignou humilhado enquanto os outros líderes árabes perderam popularidade. Contudo, esta derrota não mudou a atitude dos Estados Árabes em relação a Israel. Em Agosto de 1967, líderes árabes reuniram-se em Cartum e anunciaram uma mensagem de compromisso para o mundo: não às negociações diplomáticas e reconhecimento do Estado de Israel, que lhes havia causado um grande prejuízo.

Quanto a Israel, teve ganhos consideráveis como decorrência da guerra. As suas fronteiras eram agora maiores e incluíam as Colinas de Golã, a Cisjordânia ("Margem Ocidental") e a Península do Sinai. O controle de Jerusalém foi de considerável importância para o povo judeu por causa do valor histórico e religioso, já que a cidade foi judaica até a quase 2000 anos, quando os romanos expulsaram os judeus. Depois, com o passar dos séculos, Jerusalém esteve quase sempre sob o controle de grandes Impérios, como o Bizantino, o Otomano e o Britânico, sendo que, apenas após a Guerra, voltaria totalmente ao controle de um estado judeu.

Por causa da guerra iniciou-se a fuga dos palestinianos das suas casas. Como resultado, aumentou o número de refugiados na Jordânia e no Eua. O conflito criou 350 000 refugiados, que foram rejeitados pelos estados árabes vizinhos.

Bibliografia: Enciclopédia Livre

quarta-feira, 10 de março de 2010

Formação do indivíduo entre trabalho e ócio


Formação do indivíduo entre trabalho e ócio
Por Albanir Faleiros Machado Neto


A formação do individuo que pensa, age e se comunica e busca um diálogo de entendimento se dá através do melhor argumento, implicando processos de comunicação através dos quais pode-se questionar o mundo e é onde se afirma a indiviudalidade do sujeito e sua autonomia. Tais processos de comunicação possuem um via de mão única com a relação trabalho e ócio. Pode-se perceber através dos séculos que o aumento do ócio é diretamente proporcional ao aumento dos meios de comunicação assim como da influência dos mesmos na vida e no coatidiano das pessoas.

Tendo em vista o aumento dos meios comunicativos juntamente com o aumento do ócio, pode-se dizer que os meios comunicativos surgem como gestores do ócio, e infelizmente um gestor que aparece para coagir, informar e manipular as pessoas de acordo com interesses privados. Assim, as empresas de comunicação - cultural, entreterimento - acabam por ser os gestores do ócio, manipulando seus conteúdos de acordo com seus interesses.

A cada aumento do tempo de ócio há o aumento dos meios de comunicação, assim como o aumento das horas livres e dos salarios e a diminuição do tempo de trabalho é o que permite o aumento de novos meios de comunicação no mercado. Assim o ócio se torna um tempo pós trabalho, um periodo dedicado a diversão a educação e a cultura. A gestão do ócio se converteu nos finais do século XX como parte fundamental da comunicação humana. Toda empresa de serviços incluidas as de comunicação e Educação é uma empresa de gestão do ócio. A educação como formação continua deve ser incluida no tempo de ócio. É importante ter em vista e se mostra necessario uma redefinição do ócio, pois os gestores culturais de empresas de comunicação se tornam gestores de ócio. A gestão do ócio acaba por se tornar uma parte fundamental da comunicação humanda. Todo empresa de serviços incluidas as de comunicação é uma empresa de gestao do ócio. Assim a educação tem de ser incluída também dentro desse quadro.

Uma nova autoridade na educação coincide com uma exigencia de responsabilidade em que o aluno é convertido em cliente. A educação é a formação de um cidadão para afrontar os desafios de uma sociedade democratica, por tanto deve ser tão solidária como útil. Faz-se necessario uma redefinição do ócio e dos gestores do ócio já que os gestores educativos e culturais de empresas de comunicação serão os gestores do tempo pós laboral. O ócio assim acaba por ser em definitvo o tempo dedicado a informação, entreterimento, diversão e formação.

A evolução rumo ao ócio teve suas etapas, sendo a primeira o descanso, onde a jornada de trabalho em finais do século XIX foram frutos das lutas dos trabalhadores por uma jornada de dez horas e logo passando para oito horas. Os descansos aos domingos teriam assim forte conotações religiosas. A segunda evolução seria o da diversão, onde houve um desconto da jornada de trabalho que acabou por ser produto das duas guerras mundiais. Isso provoca posteriormente um controle policial sobre os excessos das massas que não sabiam como ocupar seu tempo livre. A terceira evolução, chamada de evolução do “Ócio”, será o desconto da jornada de trabalho como resultado da terceira revolução industrial, que está marcada pela industria cultural e o ócio. Acaba assim por voltar uma pressão popular que demanda a repartição dos recursos obtidos com tal revoluçao, voltando também a idéia de redução da jornada de trabalho juntamente como o aumento da capacidade dos meios de produçao.

É dificil encontrar uma definição história para o Ócio, mas em todo caso, este sempre teve uma associação negativa, pois, esse tempo, não esta dentro desta perspectiva, produzindo, trabalhando. A identificação com o ócio esta sempre ligada ao descanso, assim, sendo somente um privilegio social da elite. A solução para isso seria caminhar em um duplo sentido, indo num sentido de obtenção de melhor informação sobre o ócio e também em busca de uma pedagogia do tempo livre, que só pode ser impulsionada pelos gestores e pelos profissionais de empresas educativas e culturais. A televisão educativa e cultural seria uma saida educativa para preparar a sociedade do ócio. Uma televisão para o ócio seria uma televisão que educa e que pode ser uma saida coerente ao marasmo atual da televisão pública sem identidade e sem destino.

sábado, 6 de março de 2010

Leonardo Pareja - Cap. 11 - Final

Leonardo Pareja - Cap. 10 - Documentário

Leonardo Pareja - Cap. 9 - Documentário

Leonardo Pareja - Cap. 8 - Documentário

Leonardo Pareja - Cap. 7 - Documentário

Leonardo Pareja - Cap. 6 - Documentário



Vida de Leonardo Pareja!! Neste trecho, Coronel Limongi, ex Diretor do CEPAIGO(Centro Prisional)diz que Leonardo Pareja salvou sua vida durante a rebelião.

Leonardo Pareja - Cap. 5 - Documentário



Quindo video sobre a vida de Leonardo Pareja!!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Leonardo Pareja - Cap. 4 - Documentário


Quarto video de uma série de aproximadamente 10 sobre a vida de um dos bandidos mais famosos que o Brasil já teve!

Leonardo Pareja - Cap. 3 - Documentário



Documentário de Leonardo Pareja, terceira parte, dirigido por Regis Faria. Heroi ou Bandido?..

Leonardo Pareja - Cap. 2 - Documentário



Direçáo de Regis Faria, Vida de Leonardo Pareja. Bandido ou heroi? Inteligencia inegável, como poderia ser definido?

Leonardo Pareja - Cap. 1 - Documentário


Esse é o primeiro de aproximadamente 10 videos de um Documentários sobre a Vida de Leonardo Pareja, dirigido por Regis Faria. Bandido ou heroi? Inteligencia inegável, como poderia ser definido?

segunda-feira, 1 de março de 2010

Melhor curta metragem do festival de Berlim, 2007 - Video



Nao tenho mais informaçoes sobre a produçao deste curta, assim, indico aqui a direçao para encontra-lo no youtube.
LINK YOUTUBE - http://www.youtube.com/watch?v=rjo8Dc_H70A

As teorias e os Grandes pensadores - Video



Pequeno video sobre os Grandes Pensadores e um pouco de suas teorias.

Incoveniente - Video



Cuta metragem de Bruno Predolin. Video relacionado ao filme de Al Gore. Mas provavelmente o incoveniente é o amigo, e nao o problema com o meio ambiente.

Aquele que Deus nao Criou



Curta metragem de Christiano Gomez . A personagem, uma travesti, conta seus dramas, suas culpas, sua história de glamour e tragédia.

El Columpio - Video Spanish



Este é um curta metragem de Alvaro Fernandez Armero.