sábado, 31 de julho de 2010
Malcolm X - biografia


FONTE: Enciclopédia Livre
Paulo Freire Biografia
PAULO FREIRE

Visitem Biblioteca Digital Paulo Freire - http://www.paulofreire.ufpb.br
segunda-feira, 26 de julho de 2010
The Lady and The Reaper - La Dama y La Muerte
Studio:Kandor Graphics and Green Moon
Release Date:2009
Director:Javier Recio Gracia
Writer:Javier Recio Gracia
Ateísmo
Ditadura Militar Brasil
Referência
Enciclopédia Livre Wiki
Martin Luther King - I have a Dream
Em 1955, Rosa Parks, uma mulher negra, se negou a dar seu lugar em um ônibus para uma mulher branca e foi presa. Os líderes negros da cidade organizaram um boicote aos ônibus de Montgomery para protestar contra a segregação racial em vigor no transporte. Durante a campanha de 381 dias, co-liderada por King, muitas ameaças foram feitas contra a sua vida, foi preso e viu sua casa ser atacada. O boicote foi encerrado com a decisão da Suprema Corte Americana em tornar ilegal a discriminação racial em transporte público.
Depois dessa batalha, Martin Luther King participou da fundação da Conferência de Liderança Cristã do Sul (CLCS, ou em inglês, SCLC, Southern Christian Leadership Conference), em 1957. A CLCS deveria organizar o ativismo em torno da questão dos direitos civis. King manteve-se à frente da CLCS até sua morte, o que foi criticado pelo mais democrático e mais radical Comitê Não-Violento de Coordenação Estudantil (CNVCE, ou em inglês, SNCC, Student Nonviolent Coordinating Committee). O CLCS era composto principalmente por comunidades negras ligadas a igrejas batistas. King era seguidor das ideias de desobediência civil não-violenta preconizadas por Mohandas Gandhi (líder político indiano também conhecido como Mahatma Gandhi), e aplicava essas ideias nos protestos organizados pelo CLCS. King acertadamente previu que manifestações organizadas e não-violentas contra o sistema de segregação predominante no sul dos EUA, atacadas de modo violento por autoridades racistas e com ampla cobertura da mídia, iriam criar uma opinião pública favorável ao cumprimento dos direitos civis; e essa foi a ação fundamental que fez do debate acerca dos direitos civis o principal assunto político nos EUA a partir do começo da década de 1960.
referências
- Enciclopédia Livre Wiki
- GARROW JR., David. The FBI and Martin Luther King. New York : Penguin Books, 1981. ISBN 0-14-006486-9
- BENNETT, Lerone. What manner of man: a biography of Martin Luther King, Jr. New York : Pocket Books, 1968
- BRANCH, Taylor. Parting the waters: America in the King years. New York : Simon and Schuster, 1989-
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Os desafios das escolas na Sociedade da Informação

Os desafios das escolas na Sociedade da Informação
por Albanir Faleiros Machado Neto
No final do século XX as escolas entraram num cenário muito novo, repleto de satelites de comunicação, informação digitalizada, fibra ótica, computadores pessoais cada vez mais potentes, realidade virtual e uma enorme explosão da comunicação audiovisual. Nos países com alto nível de desenvolvimento as escolas tem entrado na sociedade da informação e a utilizar os novos recursos que são oferecidos. Independentemente disso mudanças estão acontecendo.
A escola foi durante muitos séculos uma instituição que gozava de um papel hegemónico na instrução e na distribuição do saber na comunidade. Tinha a posse dos textos sagrados e técnicos que residio o saber e ela administrava quem entrava por suas portas e tinham que aceitar suas regras. For a das escolas, a produção e circulação do saber eram muito mais escassos. Este monopolio da instrução da sociedade tinha muito haver com a necessidade da leitura e da escrita, um saber, que muito dificilmente poderia ser ensinado em qualquer outro lugar for a da instituição especializada. Assim ao longos dos séculos esta estrutura se manteve.
Com o surgimento da sociedade da informação, as fontes do saber se multiplicaram, se expandiram e se difundiram. Os livros ja nao eram mais escassos e passaram a se multiplicar. Os meios audivisuais difundiram a informação, os computadores e as bases de dados se acumularam em grande quantidade levando ao acesso a informações em grande quantidade e qualidade nunca antes visto na historia. O audiovisual ja não é só uma linguagem de registro da informação e vai seb convertendo pouco a pouco em uma escritura de alcance cada vez maior. A internet está cada vez mais acessível, sem limitações para saberes e documentos em todo mundo, por outro lado as escolas e universidades ja não são os unicos centros de racionalidade e de progresso científico e social.
Quais as chaves do sistema escolar tradicional que começam a cambalear dentro da sociedade da informação?
- A escola é talvez a instituição mais eficaz para ensinar leitura e escrita, mas está ficando para tras na prommoção da nova alfabetização da sociedade da informação, ou seja, a linguagen audiovisual e a informática.
- A escola é já não é a depositária privilegiada do saber. É mais uma fonte dentro outras, mas compete com fontes de enorme poder, o radio, a televisão a imprensa, etc. Os professores ja nao são considerados os Mestres que possuem todas habilidades e sabedorias. Os estudantes podem competir facilmente com eles em conhecimentos e sobretudo dispõe de muitas fontes com que podem constrastar o saber de seus professores.
- As escolas ja nao dispões dos instrumentos para a produção e sistematização do saber. Sua tecnologia tem ficado obsoleta quando se comparam ao acesso que alguns alunos podem ter as novas tecnologias como computadores, vídeos, cameras fotograficas, jogos educativos, internet, etc.
- A escola ja não é mais a fonte da racionalidade que funda e explica a ordem social.
- A escola está perdendo força e poder de organização e de ordem que tinha dentro do sistema social tradicional. A perca da autoridade das escolas é produto do valor escasso que são atribuidos pelos poderes sociais. Assim as escolas se encontram descentrada devido aos suas funções tradicionais, não se encontrando dentro do mundo moderno do saber.
Tantas mudanças acumuladas em tao pouco tempo tem conduzido a uma multipla crise nas escolas. A produção do saber é tao intensa e circula tão rapidamente por todos os meios, especialmente eletronicos que nao se sabe qual é o modo mais prático e segura para fixar os itens devem compor a pratica dos docentes. A adaptacão e as mudanças pode parecer as vezes oportunismo ou conservadorismo baseado na nostalgia. A crise principalmente se encontra no professorado.
Nos ultimos anos tem-se conseguido plantear mudanças de maneira qualitativamente distintas. As questões essenciais dessas mudanças podem resumir-se em algumas fortes idéias:
Referência
Gairín Sallán, Joaquín Impacto de las nuevas tecnologías en la organización de las instituciones de formaciónMaterial Máster Comunicación y Educación. Universitat Autònoma de Barcelona. 2010.
Gonzales Prieto, Evaristo. Educar em Comunicacion com los periódicos digitales, Comunicar Revista Cientifica de Comunicacion y Educacion ISSN 11343478 pag 152-155. Barcelona.
PÉREZ TORNERO, JOSÉ MANUEL. El nuevo horizonte europeo de la alfabetización
mediática Material Máster Comunicación y Educación. Universitat Autònoma de Barcelona. 2010.
PÉREZ TORNERO, JOSÉ MANUEL. “La nueva competencia mediática en un contexto mediático”. Material Máster Comunicación y Educación. Universitat Autònoma de Barcelona. 2010.
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terça-feira, 20 de julho de 2010
As Novas tecnologias da Informação e Comunicação e suas implicações no mundo educativo

Os meios de comunicação eletronicos recebem cada vez mais consultas do publico interessado na atualidade, e pouco a pouco são uma referência para se ter em conta. Os Centros educativos devem se aproximar dos novos meios e incorporar estes a sua programação de conteúdos para que os alunos os conheceça, observando suas possibilidades para adquirir uma mais completa educação em comunicação.
Convergência digital na America Latina há um maior trabalho e distribuição dos meios tradicionais. O protagonismo do mundo digital ja está impondo força. Na America Latina busca o processo de uma nova educaçao nosmeio através da internete, permitindo tambem o crescimento da alfabetização digital. Internet é o meio que permite um espectador ativo, os meios tradicionais faz com que os espectadores sejam passivos. A internet permite que as pessoas sejam os autores e os criadores educativos e não somente receptores, brindando modelos interativos .
PÉREZ TORNERO, JOSÉ MANUEL. “La nueva competencia mediática en un contexto mediático”. Material Máster Comunicación y Educación. Universitat Autònoma de Barcelona. 2010.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
domingo, 11 de julho de 2010
terça-feira, 6 de julho de 2010
sábado, 3 de julho de 2010
A era Vargas
A Era Vargas é o nome que se dá ao período em que Getúlio Vargas governou o Brasil por 15 anos ininterruptos (de 1930 a 1945). Essa época foi um divisor de águas na história brasileira, por causa das inúmeras alterações que Vargas fez no país, tanto sociais quanto econômicas
Revolução de 1930
Até o ano de 1930 vigorava no Brasil a República Velha, conhecida hoje como o primeiro período republicano brasileiro. Caracterizada por uma forte centralização do poder entre os partidos políticos e a conhecida aliança política "café-com-leite" (entre São Paulo e Minas Gerais), a República Velha tinha grande embasamento na economia cafeeira e, portanto, mantinha vínculos com grandes proprietários de terras.
Existia, de acordo com as políticas do "café-com-leite", um revezamento entre os presidentes apoiados pelo Partido Republicano Paulista (PRP), de São Paulo, e o Partido Republicano Mineiro (PRM), de Minas na presidência do Brasil. O presidente de um partido era influenciado pelo outro partido. Assim, dizia-se: "nada mais conservador que um liberal no poder".
O Golpe do Exército
Após indicar um outro paulista para a sucessão presidencial, Washington Luís desagradou à oligarquia mineira,que se uniu a outras oligarquias, como a do Rio Grande do Sul.Júlio Prestes, o indicado de Washington,conseguiu a vitória, mas ela não foi concedida, pois a Aliança Liberal (nome dado aos aliados gaúchos, mineiros e paraibanos) alegava fraudes eleitorais. Os estados aliados, principalmente o Rio Grande do Sul, arquitetaram uma revolta armada.A situação piorou ainda mais quando o candidato à vice-presidente de Getúlio Vargas, João Pessoa, foi assassinado em Recife, capital de Pernambuco. Como os motivos dessa morte foram escusos, a propaganda getulista aproveitou-se disso para usar em seu favor, pondo a culpa na oposição, além da crise econômica acentuada pela crise de 1929; a indignação, portanto, aumentou, e o Exército - que era contrário ao governo vigente desde o tenentismo - se mobilizou a partir de 3 de Outubro de 1930, também contando com os oficiais de alta patente. No dia 10, uma junta governamental foi formada pelos generais do Exército. No mês seguinte, dia 3 de novembro, Júlio Prestes foi deposto e fugiu junto com Washington Luís e o poder então foi passado para Getúlio Vargas, iniciando a Era Vargas, um período de 15 anos que marcou a história do paí A Era Vargas
História do Brasil
Governo Provisório (1930 - 1934)
Nomeado presidente, Getúlio Vargas usufruia de poderes quase ilimitados e, aproveitando-se deles, começou a tomar políticas de modernização do país. Ele criou, por exemplo, novos ministérios - como o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio e o Ministério da Educação e Saúde -, e nomeou interventores de estados. Na prática, os estados perdiam grande parte da sua autonomia política para o presidente. Continuou com a Política de Valorização do Café (PVC) e criou o Conselho Nacional do Café e o Instituto do Cacau atendendo assim a algumas das reivindicações das oligarquias cafeeiras.
A Getúlio Vargas também é creditado, nesta época, a Lei da Sindicalização, que vinculava os sindicatos brasileiros indiretamente - por meio da câmara dos deputados - ao Presidente. Vargas pretendia, assim, tentar ganhar o apoio popular, para que estes apoiassem suas decisões (a política conhecida como populismo). Assim sendo, houve, na Era Vargas, grandes avanços na legislação trabalhista brasileira, muitos deles não devidos exatamente a Vargas - a quem cujo crédito maior é o estabelecimento da CLT - mas sim por parte de parlamentares constituintes do período. Mudanças essas que perduram até hoje.
Revolução Constitucionalista de 1932
Em 1931, Getúlio Vargas derruba a Constituição brasileira, reunindo enormes poderes no Brasil. Isso despertou a indignação dos opositores, principalmente oligarcas e a classe média paulista, que estavam desgostosos com o governo getulista. A perda de autonomia estadual, com a nomeação de interventores, desagradou ainda mais. Por mais que Getúlio tenha percebido o erro e tentado nomear um interventor oligarca paulista, os paulistas já arquitetavam uma revolta armada, a fim de defender a criação de uma nova Constituição.
Quando quatro jovens estudantes paulistanos (Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo) são assassinados no dia 23 de Maio de 1932, diversos setores da sociedade paulista se mobilizam com o evento, e toda a sociedade passa a apoiar a causa constitucional. No dia 9 de Julho do mesmo ano, a revolução explode pelo estado. Os paulistas contavam com apoio de tropas de diversos estados, como Rio de Janeiro, Minas e Rio Grande do Sul, mas Getúlio Vargas foi mais rápido e conseguiu reter esta aliança, isolando São Paulo. Sem qualquer apoio, os flancos paulistas ficaram vulneráveis, e o plano de rápida conquista do Rio de Janeiro transformou-se em uma tentativa desesperada de defender o território estadual. Sem saída, o estado se rende em 28 de Setembro.
Mesmo com a vitória militar, Getúlio Vargas atende alguns pedidos dos republicanos, e aprova a Constituição de 1934.
O estado de São Paulo não conseguiu a adesão de praticamente nenhum outro estado brasileiro. Os paulistas, chefiados por Isidoro Dias Lopes, permaneceram isolados, sem adesão das demais unidades da federação, excetuando um pequeno contingente militar vindo do Mato Grosso, sob o comando do general Bertoldo Klinger. Claramente porque era uma revolução que era mais basicamente encabeçada pela elite do PRP - Partido Republicano Paulista - que, por meios de propaganda eficientes, conseguiu galgar apoio de diversos setores da sociedade paulista - taxando um ditador populista em uma cruel ditadura fascista.
Para reprimir a rebelião paulista, Vargas enfrentou sérias dificuldades no setor militar, pois inúmeros generais simplesmente recusaram a missão, tendo em vista que estes temiam a ameaça de perder os cargos. Percebendo o débil apoio que tinha no seio da cúpula do Exército, e a fim de conquistá-lo, Vargas rompeu em definitivo com os tenentes, que não eram bem vistos pelos oficiais legalistas. Em 3 de outubro de 1932, em meio a crise militar e apesar dela, Getúlio conseguiu esmagar a revolta paulista.
O Governo Constitucionalista (1934 - 1939)
Getúlio Vargas convoca a Assembléia em 1933, e em 16 de Julho de 1934 a nova Constituição, trazendo novidades como o voto secreto, ensino primário obrigatório, o voto feminino e diversas leis trabalhistas. O voto secreto significou o fim do tão famigerado voto aberto preponderante na República Velha, onde os coronéis tinham a oportunidade de controlar os votos. A nova constituição estabeleceu também que, após sua promulgação, o primeiro presidente seria eleito de forma indireta pelos membros da Assembleia Constituinte. Getúlio Vargas saiu vitorioso.
Nessa mesma época, duas vertentes políticas começaram a influenciar a sociedade brasileira. De um lado, a extrema direita fundara a Ação Integralista Brasileira (AIB), de caráter fascista e pregando um Estado totalitário. Do outro, crescia a força de esquerda da Aliança Nacional Libertadora (ANL), inspirado no regime socialista da União Soviética, que também era totalitário. Estes partidos possuíam carater nacional, diferentemente dos partidos dominantes durante a República Velha, que geralmente representavam o seu estado (São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro...). Essa tendência persite até hoje.
Integralismo: Corrente que defendia o fascismo no Brasil, liderada por Plínio Salgado.
Aliancismo: Corrente que defendia a revolução socialista no Brasil através da Intentona Comunista, liderada por Luiz Carlos Prestes e Olga Prestes.
O Plano Cohen
Getúlio Vargas sempre se mostrou contra o socialismo, e usou este pretexto para o seu maior sucesso político - o golpe de 1937. O PCB, que surgiu em 1922, havia criado a Aliança Nacional Libertadora, mas Getúlio Vargas a declarou ilegal, e a fechou. Assim, em 1935, a ANL (segundo alguns, com o apoio da Internacional Comunista Comintern) montou a Intentona Comunista, uma revolta contra Getúlio Vargas, mas que este facilmente conteve. Em 1937, os integralistas forjaram o "Plano Cohen", em que dizia-se que os socialistas planejavam uma revolução maior e mais bem-arquitetada do que a de 1935, e teria o amplo apoio do Partido Comunista da União Soviética. Os militares e boa parte da classe média brasileira, assim, apóiam a idéia de um governo mais fortalecido, para espantar a idéia da imposição de um governo socialista no Brasil. Com o apoio militar e popular, Getúlio Vargas derruba a Constituição,e declara o Estado Novo.
Estado Novo (1937 - 1945)
A constituição de 1937, que criou o "Estado Novo" getulista, tinha caráter centralizador e autoritário. Ela suprimiu a liberdade partidária, a independência entre os três poderes e o próprio federalismo existente no país, Vargas fechou o Congresso Nacional e criou o Tribunal de Segurança Nacional. Os prefeitos passaram a ser nomeados pelos governadores e esses, por sua vez, pelo presidente. Foi criado o DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda), com o intuito de projetar Getúlio Vargas como o "Pai dos Pobres" e o "Salvador da Pátria".
Segunda Guerra
Durante a Segunda Guerra Mundial, ao longo do ano de 1942, as marinhas da Alemanha Nazista e Itália Fascista estenderam a guerra submarina às águas do Atlântico Sul, atacando os navios de bandeiras de todos os países que haviam ratificado o compromisso da Carta do Atlântico, compromisso esse que era de se alinhar automaticamente com qualquer país do continente americano que viesse a ser atacado por um país de fora do continente. O que implicou alinhamento com os EUA desde que estes foram atacados em Pearl Harbor e dias depois tiveram declarações de guerra enviada a eles pela Alemanha e Itália.
Durante todo o primeiro semestre vários navios mercantes brasileiros foram afundados no Atlântico, não apenas no Atlântico Sul. A população brasileira saiu às ruas para exigir que o governo, frente à agressão, reagisse com a declaração de guerra. Mesmo com a atitude passiva do ponto de vista diplomático, com o governo brasileiro ainda se mantendo oficialmente na neutralidade, o estado de guerra se mostrou irreversível quando, à partir de maio daquele ano, aviões da FAB passaram a atacar qualquer submarino alemão e italiano que fosse avistado. Apenas entre os dias 15 e 21 de agosto de 1942, cinco navios brasileiros - Baependi, Aníbal Benévolo, Araraquara, Itagipe e Arará foram torpedeados na costa nordestina (Sergipe e Bahia). No final daquele mês, o Brasil se uniu formalmente aos aliados, declarando guerra à Alemanha e Itália.
Neste período, Vargas também assinou o Tratado de Washington com o presidente norte-americano Roosevelt, garantindo a produção de 45 mil toneladas de látex para as forças aliadas, o que impulsionou o segundo ciclo da borracha, trazendo progresso para a região da Amazônia e também colonização, uma vez que só do nordeste do Brasil foram para a Amazônia 54 mil trabalhadores, destes a maioria do Ceará. Em meio à incentivos econômicos e pressão diplomática, os americanos instalaram bases aéro-navais ao longo da costa Norte-Nordeste brasileira, sendo a base militar no município de Parnamirim, vizinho a capital Natal, no estado do Rio Grande do Norte, a principal dentre estas do ponto de vista militar, embora Recife tenha sido escolhida como sede do comando aliado no Atlântico Sul.
A participação do Brasil na guerra e a forma como a mesma se desenrolou, com o envio inclusive de uma força expedicionária ao teatro de operações do mediterrâneo, acabou por ter um peso significativo para o fim do regime do Estado Novo.
O Fim
No dia 29 de outubro de 1945, Getúlio Vargas foi deposto por um golpe militar, sendo conduzido ao exílio na sua cidade natal, São Borja. No dia 2 de dezembro do mesmo ano, foram realizadas eleições livres para o parlamento e presidência, nas quais Getúlio seria eleito senador pela maior votação da época. Era o fim da Era Vargas, mas não o fim de Getúlio Vargas, que em 1951 retornaria à presidência pelo voto popular.
Na sucessão de Dutra, em 1950, o PTB lançou Getúlio Vargas como candidato à presidência, numa campanha popular empolgante e vitoriosa. Getúlio Vargas voltou ao poder, como se disse na época: "Nos braços do povo"
As principais propostas de Getúlio Vargas foram: A criação da Eletrobrás, fundamental para o desenvolvimento industrial e a criação da Petrobrás para diminuir a importação do produto, que consumia grande parte das divisas nacionais.
Mas havia um jornalista muito crítico chamado Carlos Lacerda, que acusava o presidente de estar em um "mar de lama", ou seja, de acumular privilégios parentes e aliados. O chefe da guarda do presidente, Gregório Fortunato tramou um atentado para matar o jornalista, porem no momento da execução Carlos Lacerda estava acompanhado de um major da Aeronáutica.
E quando ele estava acompanhado do oficial militar Rubens Vaz, o Fortunato matou o major. A crise ganhou dimensão e as Forças Armadas, após prenderem Gregório e os homens que haviam sido contratados para o atentado, pressionaram Vargas para que ele renunciasse novamente.
Da vida para a História
Após ser muito pressionado, Getúlio Vargas não suportou e (supostamente) suicidou-se com um tiro no peito em 24 de agosto de 1954. Teria escrito uma carta-testamento onde dizia como sempre pertenceu ao povo e um dos últimos trechos, havia a frase: "… Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História.".
Referência: Enciclopédia Livre Wiki