O equilíbrio de forças na ordem mundial muda drasticamente com a industrialização de potências como Alemanha, Japão, Estados Unidos e Império Russo. Essa variedade de forças e interesses em jogo levou à uma disputa por território, mercado e, em última instância, pela supremacia global.
Logo, essa instabilidade levaria aos piores conflitos que a humanidade já conheceu: as duas Grandes Guerras, ou Guerras Mundiais, marcaram a história do século XX com sangue.
O que guerra fria tem a ver com isso? Tudo.
Em meio ao caos, duas nações emergiram como prováveis candidatas à hegemonia mundial: os Estados Unidos da América e União das Repúblicas Socialistas Sóvieticas.
Aliados durante a Segunda Guerra Mundial, mas inimigos por natureza, eles dividiram o mundo num perigosíssimo cabo de guerra.
Quando seus projetos de civilização entram em choque, a humanidade corre o maior risco de extinção desde que começou a andar em duas patas.
O equilíbrio de forças na ordem mundial muda drasticamente com a industrialização de potências como Alemanha, Japão, Estados Unidos e Império Russo. Essa variedade de forças e interesses em jogo levou à uma disputa por território, mercado e, em última instância, pela supremacia global.
Logo, essa instabilidade levaria aos piores conflitos que a humanidade já conheceu: as duas Grandes Guerras, ou Guerras Mundiais, marcaram a história do século XX com sangue.
O que guerra fria tem a ver com isso? Tudo.
Em meio ao caos, duas nações emergiram como prováveis candidatas à hegemonia mundial: os Estados Unidos da América e União das Repúblicas Socialistas Sóvieticas.
Aliados durante a Segunda Guerra Mundial, mas inimigos por natureza, eles dividiram o mundo num perigosíssimo cabo de guerra.
Quando seus projetos de civilização entram em choque, a humanidade corre o maior risco de extinção desde que começou a andar em duas patas.
Em homenagem aos 25 anos da queda do muro de Berlim (9 de novembro de 1989), o Canal Revisão apresenta o primeiro episódio da série sobre Guerra Fria.
O equilíbrio de forças na ordem mundial muda drasticamente com a industrialização de potências como Alemanha, Japão, Estados Unidos e Império Russo. Essa variedade de forças e interesses em jogo levou à uma disputa por território, mercado e, em última instância, pela supremacia global.
Logo, essa instabilidade levaria aos piores conflitos que a humanidade já conheceu: as duas Grandes Guerras, ou Guerras Mundiais, marcaram a história do século XX com sangue.
O que guerra fria tem a ver com isso? Tudo.
Em meio ao caos, duas nações emergiram como prováveis candidatas à hegemonia mundial: os Estados Unidos da América e União das Repúblicas Socialistas Sóvieticas.
Aliados durante a Segunda Guerra Mundial, mas inimigos por natureza, eles dividiram o mundo num perigosíssimo cabo de guerra.
Quando seus projetos de civilização entram em choque, a humanidade corre o maior risco de extinção desde que começou a andar em duas patas
O golpe arquitetado por ele e seus companheiros de partido em 1923, que ficaria conhecido como o Putsch de Munique, foi um fracasso. Hitler foi preso e o partido ficou praticamente desestruturado. Mas Adolfinho não se abalou com isso.
Durante os 9 meses em que ficou preso, ele escreveu sua autobiografia, intitulada Mein Kampf. Lá demonstrou todo seu ódio aos judeus e comunistas, além de ter exaltado muito o nacionalismo alemão.
No fundo ele só reforçou os ideais do partido Nazista através da sua história de vida.
Entretanto, ao sair da prisão, Hitler se deparou com uma Alemanha diferente daquela que conhecia quando foi preso.
Entre 1924 e 1929, a economia do país havia passado por uma recuperação, graças a ajuda de capital norte-americano. As indústrias retomaram suas atividades, as taxas de desemprego e de inflação diminuíram, os salários aumentaram, tudo muito bem, tudo muito bom...
Isso sem falar que Hitler que teria que esperar até 1930 para que seu partido começasse a se erguer novamente como uma força política influente (a situação estava complicada para Adolfinho).
Só que aí a Grande Crise de 1929 chegou à Europa.
E então a íntima relação com os Estados Unidos, o país antes responsável pela reabilitação econômica deles, acabou levando a Alemanha mais uma vez à ruína. (Para quem não está ligado essa crise aí começou justamente nos EUA).
E dessa vez foi ainda pior: as indústrias alemãs e o setor bancário quebraram completamente. Em 1930 a produção industrial alemã caiu para 58% do que era em 1928. Mais de 5 milhões de trabalhadores perderam o emprego (tipo 8% da população).
As consequências dessa crise foram tão severas que o governo alemão não conseguiu fazer muita coisa naquele primeiro momento. Porém, essa suposta incompetência do Reichstag em lidar com a crise não passou nada desapercebida.
Por causa dessa situação caótica que se instaurou na Alemanha vários setores da população alemã começaram a perder a fé no sistema de partido e na própria república.
Olha aí o tempo fechando para a democracia....
O pior é que a Constituição de Weimar, apesar de essencialmente liberal e democrática, previa a possibilidade de um regime ditatorial em casos de exceção (No Império Romano acontecia uma parada bem parecida). E foi exatamente por essa fresta que Hitler e os nazistas ocupam o poder.
Apoiado por parte dos empresários, da classe média e dos trabalhadores alemães, o Partido Nazista conquistou influência suficiente no Parlamento, mais precisamente: 230 de 608 cadeiras no Parlamento Federal, para, em 1933, conseguir forçar a nomeação de Adolf Hitler para o cargo de chanceler.
Dá uma olhada no que aconteceu depois:
1) Os partidos da oposição foram imediatamente colocados na ilegalidade.
2) Em 1933 os Nazistas abriram o primeiro campo de concentração em Dachau.
No começo ele era para abrigar prisioneiros político, só que aí ele digi-evoluiu para uma casa de assassinato de artistas, intelectuais, ciganos, pessoas deficientes, homossexuais e principalmente judeus...
3) E, no ano seguinte, Hitler se apropriou também da presidência da república e se tornou o único chefe de Estado do país.
O Führer...
A chegada de Hitler ao poder inaugurou o chamado Terceiro Reich, um dos períodos mais tenebrosos da história recente da Europa.
Uma vez com o poder consolidado os Nazistas colocaram toda sua atenção em acabar com o Tratado de Versalhes e restaurar a glória do Império Alemão.
Alegando que o Tratado de Versalhes havia separado alemães de alemães com a criação de estados, como a Áustria e Checoslováquia, e que toda nação quando chega a certo patamar de desenvolvimento precisa conquistar territórios menos desenvolvidos, teoria do espaço vital de Ratzel, eles começaram o expansionismo.
Reocuparam a Renânia em 1936, anexaram a Áustria em 1938, invadiram a Checoslováquia em 1939 e em 1 de setembro de 1939 foram para cima da Polônia.
Entretanto esse último movimento fez com que a Inglaterra e a França declarassem guerra à Alemanha. Começando assim a Segunda Guerra Mundial.
Última consideração aqui.
Tenham em mente que Hitler não agiu sozinho.
Suas ordens contaram com o apoio, a obediência, ou mesmo com a indiferença de muita gente.
Antes de tudo, Hitler foi um dos produtos mais sombrios de uma Alemanha, de uma Europa e de valores sociais em crise.
Em novembro de 1918, a guerra termina com a Alemanha derrotada e humilhada pelas potências aliadas. No ano seguinte, o Tratado de Versalhes, que formalizou o fim do conflito, obrigou a Alemanha a abrir mão de suas colônias e de partes de seu território, a assumir a culpa pelos danos causados à Tríplice Entente e, ainda, a pagar uma multa enorme para custear as reparações de guerra. Para completar, a Alemanha foi forçada a diminuir seus efetivos militares de mais de 13 milhões de soldados para apenas 100 mil homens.
O país que havia entrado na guerra como uma potência imperialista toda orgulhosa e cheia de presunções, saiu dela arruinado, retalhado, endividado e quase sem exército.
Dá pra imaginar o tamanho do recalque que essa derrota causou em boa parte dos alemães, até então embriagados com a perspectiva de uma vitória gloriosa que confirmasse a superioridade germânica sobre o resto do mundo? Pois é. Hitler também compartilhava desse sentimento. Mas mais do que isso, ele soube se aproveitar desse clima de insatisfação generalizada para levar adiante seu plano macabro de tomar o poder e pôr fim à recém-criada República de Weimar.
Novembro de 1918, aliás, foi um mês-chave na história da Alemanha. Dois dias antes de o país se retirar da guerra, os alemães assistiam à queda do rei Guilherme II, marcando o fim da monarquia e o início de um processo que consolidaria os republicanos social democratas no poder.
A República de Weimar, como ficou conhecida, instituiu um regime democrático na Alemanha: havia um parlamento eleito pela população – o Reichstag – e um presidente da república, responsável por nomear o chanceler, autoridade máxima do Poder Executivo.
Os primeiros anos dessa república foram muito turbulentos. A economia não ia nada bem: as dívidas deixadas pela guerra deterioravam os cofres públicos, enquanto a inflação atingia níveis estratosféricos, esvaziando os bolsos dos trabalhadores e da classe média alemã. O SPD, partido que comandava o governo, sofria a oposição tanto dos conservadores quanto dos seus antigos aliados, os comunistas.
No meio disso tudo, começava a surgir uma outra força política, extremamente perigosa para a frágil democracia germânica: o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, ou, simplesmente, o Partido Nazista, liderado pelo nosso já conhecido personagem... Adolf Hitler.
Inicialmente, os nazistas concentravam-se na cidade de Munique e contavam com um número relativamente pequeno de adeptos, que vinham dos setores mais extremistas da direita alemã, movidos pelo ódio antissemita e pelo fanatismo nacionalista.
O grupo culpava os social democratas, os comunistas e os judeus pela derrota da Alemanha na guerra e pela situação precária em que o país se encontrava naquele momento. Sua estratégia principal era a intimidação, e para isso, em 1920, foi fundada a SA, a milícia paramilitar nazista que alguns anos mais tarde daria lugar à temida SS. Hitler, que havia ingressado no partido em 1919, logo assume as posições de comando, graças ao seu talento como orador e propagandista da cartilha nazista.
A crise política e econômica transformava a Alemanha em um barril de pólvora prestes a explodir. O estouro, porém, veio de perto dos barris de cerveja.
Em novembro de 1923, Hitler e alguns de seus companheiros de partido iniciaram uma rebelião em uma cervejaria de Munique, numa tentativa de desencadear um golpe que colocaria os nazistas no poder.
Para elaboração dos roteiros sobre Hitler, tomamos como referência:
Eric Hobsbawm. Era dos extremos: o breve século XX 1914-1991. São Paulo: cia das letras, 1996 Marc Bloch. Apologia da historia ou o oficio do historiador. Rio de Janeiro: zahar, 2007
Dick Geary. Hitler and Nazism. Lancaster: Routledge, 2000
Stephen J Lee. The Weimar Republic. Lancaster: Routledge, 1998
Stephen J Lee. Hitler and Nazi German (Qurstions and Analysis in History). Lancaster: Routledge, 1998
Em 1944, pouco antes de ser fuzilado pelos nazistas, o francês Marc Bloch, um dos maiores historiadores do século XX, escreveu: “Uma epidemia supõe duas coisas: gerações de micróbios e, no momento em que a doença se instala, um ‘terreno’”.
O curioso é que a preocupação dele não tinha nada a ver com a biologia. Esse tal de “terreno” que ele falava na verdade se referia às condições históricas sob as quais um determinado fenômeno tem a possibilidade de acontecer.
A ascensão do nazismo e de seu líder, Adolf Hitler (um pintor frustrado na juventude e ex-soldado do exército alemão durante a Primeira Guerra Mundial) é um desses fenômenos que não se pode explicar sem recorrer às condições históricas daquele momento. Mas antes disso, vamos falar um pouco sobre esse sinistro personagem...
Não se sabe muito sobre as origens familiares de Adolf Hitler. E o pior é que ler sua autobiografia também não ajuda muito a conhecê-las já que nela foi construída uma imagem de sua infância condizente com a posição de líder nacionalista que ele aspirava.
Então fica difícil saber se o que está escrito ali é verdade ou apenas a fantasia de um lunático ambicioso. Sabe-se, no entanto, que Hitler nasceu em 1889, numa cidadezinha no norte da Áustria (Sim, Hitler não era Alemão!).
Filho de um funcionário público e de sua empregada – que, por sinal, também era prima do pai dele – Hitler vinha de uma família provinciana e relativamente pobre.
Após a morte de seus pais, o jovem Hitler, na época com 19 anos, se mudou para Viena, onde tentou a sorte como artista. Porém seu sonho foi por água abaixo quando a Academia de Belas Artes da cidade rejeitou ele como aluno. Sem muita saída Hitler começou a vender sua arte nas ruas da capital.
Foi ainda durante essa estadia em Viena que Hitler teve seu primeiro contato com as ideias antissemitas de Liebenfels e com o pangermanismo de Shönerer, que o levaram a acreditar em uma suposta superioridade da “raça ariana”.
Com as suas pretensões artísticas destruídas, Hitler se mudou novamente, dessa vez foi para Munique. E foi lá que o garoto decidiu se alistar no exército alemão. Era bem a época que tava rolando o começo da Primeira Guerra Mundial.
Empolgado com as ideias nacionalistas de seu tempo, Hitler achou que era um boa ideia metralhar outras pessoas. Mas sua carreira como militar não foi muito melhor do que como pintor. Por ter vindo de outro país, Hitler nunca conseguiu ser nada além de um soldado raso, apesar de receber algumas medalhas pelo seu empenho e determinação.
De qualquer forma, a experiência na guerra deixou nele uma série de ressentimentos que teriam consequências dramáticas para sua história posterior. Na real, consequências pesadas para a história da Europa e do Mundo.
Em novembro de 1918, a guerra terminou com a Alemanha derrotada e humilhada pelas potências aliadas. No ano seguinte o Tratado de Versalhes foi assinado e formalizou o fim do conflito.
Ele obrigou a Alemanha:
1) A abrir mão de suas colônias e de partes de seu território.
2) A assumir a culpa pelos danos causados à Tríplice Entente.
3) Pagar uma multa enorme para custear as reparações de guerra.
4) Para completar, a Alemanha foi forçada a diminuir seus efetivos militares de mais de 13 milhões de soldados para apenas 100 mil homens.
O país que havia entrado na guerra como uma potência imperialista de salto alto, toda orgulhosa e poderosa, saiu dela arruinada, retalhada, endividada e praticamente sem exército.
Dá pra imaginar o tamanho do recalque que essa derrota causou em boa parte dos alemães. Aquela vitória esmagadora que iria provar a superioridade Alemã só não rolou....
Hitler encarnou esse sentimento amargo. Mas mais do que isso, ele soube se aproveitar desse clima de insatisfação generalizada para levar adiante seu plano macabro de tomar o poder.
Para elaboração dos roteiros sobre Hitler, tomamos como referência: Eric Hobsbawm. Era dos extremos: o breve século XX 1914-1991. São Paulo: cia das letras, 1996 Marc Bloch. Apologia da historia ou o oficio do historiador. Rio de Janeiro: zahar, 2007 Dick Geary. Hitler and Nazism. Lancaster: Routledge, 2000 Stephen J Lee. The Weimar Republic. Lancaster: Routledge, 1998 Stephen J Lee. Hitler and Nazi German (Qurstions and Analysis in History). Lancaster: Routledge, 1998