quarta-feira, 30 de junho de 2010

1916 - Curta Metragem

As etapas evolutivas do Ócio

Por AlbaNir Faleiros Machado Neto

A evolução rumo ao ócio teve suas etapas, sendo a primeira o Descanso. A jornada de trabalho em finais do século XIX foram um dos motivos que levaram a lutas dos trabalhadores por uma jornada de dez horas e logo passando para oito horas. Os descansos aos domingos teriam forte conotações religiosas. A segunda evolução seria o da Diversão onde houve um desconto da jornada de trabalho que acabou por ser produto das duas guerras mundiais. Isso provoca posteriormente um controle policial sobre os excessos das massas que não sabiam como ocupar seu tempo livre. A terceira evolução, chamada de evolução do “Ócio”, será o desconto da jornada de trabalho como resultado da terceira revolução industrial, que está marcada pela industria cultural ou do ócio. Acaba assim voltando uma pressão popular que demanda a repartição dos recursos e dos benefícios obtidos com tal revolução, voltando também a idéia de redução da jornada de trabalho juntamente como o aumento da capacidade dos meios de produçao.
É dificil encontrar uma definição história para o Ócio, mas em todo caso, este sempre teve uma associação negativa pois nesse tempo, não esta dentro desta perspectiva produzindo, trabalhando. A identificação com o ócio estava sempre ligada ao descanso, assim, sendo somente um privilegio social da elite. A solução para isso seria caminhar em um duplo sentido, indo num sentido de obtenção de melhor informação sobre o ócio e também em busca de uma pedagogia do tempo livre, que só pode ser impulsionada pelos gestores e pelos profissionais de empresas educativas e culturais. A televisão educativa e cultural seria uma saida educativa para se preparar a sociedade do ócio. Uma televisão para o ócio seria uma televisão que educa e que pode ser uma saida coerente ao marasmo atual da televisão pública sem identidade e sem destino.


Educação Contemporânea

O Moderno e Contemporâneo, tem como ponto de passagem no fim do século XVIII, entre a Revolução Industrial e a Revolução Francesa, as quais, atuando na economia e na política, animam toda a sociedade e a cultura, dando inicio a uma fase nova da Modernidade. Nova fase marcada pela centralidade das ideologias, pela lutas sociais, pelo desenvolvimento tecnológico e cientifico, pelo crescimento da sociedade de massa, tendo como alvo o pensamento cientifico e o controle social, redefinindo radicalmente os processos educativos e seus objetivos: conformação e liberação, emancipação e controle, produtividade e livre formação humana. Na contemporaneidade nasce um organismo político-social novo que reclama participação e responsabilidade social, civil e política por parte de todos, desenvolvendo também as possibilidades de igualdade entre os homens, ao realizar a igualdade das oportunidades. É época de uma educação social que da substancia ao político. Há aqui também uma dependência da ideologia, dos projetos de domínio da comunicação, organização e transformação do mundo social, expressos pelas diversas classes sociais, pelos grupos culturais etc.

A educação veio se redesenhando sobre os perfis profissionais, colocou no centro a ótica do profissionalismo e a escola assumiu como sua essa tarefa social primaria. Formar jovens gerações é, sobretudo, transmitir-lhes competências e comportamentos, é conformá-las a regras sociais que atinge antes de tudo, as competências profissionais.

Outra característica que atravessa a contemporaneidade pedagógica e que marca profundamente é a renovação da organização escolar e a sua vocação reformista. A começar do século XVIII, a instituição escolar foi submetida a processos de revisão, de reprogramação, de reorganização setorial e global, tendo em vista uma maior funcionalidade social, ligada à convergência ideológica com o poder, mas, sobretudo à eficiência em relação às necessidades produtivas e, portanto, técnicas da sociedade nação Estado. Tratou-se de renovar a escola a fim de torná-la funcional para a sociedade industrial, democrática, de massas, que vinha configurando como o modelo contemporâneo e disseminado de sociedade. Tratou-se de atualizar a escola por organização-gestao, por programas, por modelos culturais a uma sociedade nova que se configurava como produtiva, pluralista, aberta.

Mas a “tradição cultural e intelectual” , no seu aspecto mais genuíno continuara a viver e a agir como o paradigma de desenvolvimento da humanidade, ainda que adaptando-se a condições profundamente nova. Nos dias de hoje temos que reler sobre o fundo do passado e de um passado reconstruído em todas as suas possibilidades e ramificações principalmente sobre a influência dos meios comunicativos que apresentam-se de forma coercitiva dentro do momento de ócio, que é onde se encontra o processo educativo.


Conclusão

Ao lado da escola, dos meios de comunicação e do tempo de ócio está a família, que deve ser vista como instituição educativa primaria e natural, mas que deve agir – para o bem da sociedade inteira, segundo modelos mais racionais, mais uniformes e mais construtivos. Deve ser a via primaria para a conformação, para a constituição de um sujeito disciplinado e consciente dos próprios deveres e de seus direitos, capaz de modelar-se às normas que justamente a família, com seu comportamento, encarnam: submissão à autoridade (do pai), a ética do sacrifício e da responsabilidade, o valor do trabalho, da poupança, da propriedade. A família burguesa assume justamente na segunda metade do século essas características de organismo autoritário e sensório, atenta ao cuidado dos filhos, mas também ao seu estrito controle, fortemente repressivo. É a família como aparecera dentro da obra freudiana que acaba por ser a produtora de neuroses e de trauma, mas também sustentada por uma ânsia de normalização autoritária, de oposição a toda forma de desvio ou de divergências.

Os animadores, os comunicadores, a televisão e todos os meios de entreterimento se convertem em gestores culturais e cada vez mais especificamente determinado em razões das necessidades sociais que deveriam englobar-se em um conceito mais amplo como profissão de comunicador. A conclusão seria guiar-se rumo a um novo conceito da comunicação visando a utopia informativa, rumo a uma nova organização das empresas do ócio incluindo-se nisto a televisão educativa para que superem os termos “entreterimento”, “aventura” e “descanso”. Assim deve-se ir rumo a uma nova organização das empresas de comunicação dentro de um conceito global de multimédia que as definam como empresas de gestores do ócio. Deve-se buscar uma mundaça na concepção do marketing baseada tradicionalmente na exclusiva capacitação e pela fidelização do cliente. Deve-se seguir rumo a mudança de mentalidade dos gestores culturais que convertem-se em gestores do ócio, a um impulso novo da investigação em temas do ócio que ofereça uma real profissionalização dos gestores culturais.



Referências


-MARIA Perceval, José. (S/D) Medios de comunicación y educación en la sociedad del ocio.(Universitat Autonma de Barcelona)

-FREUD, Sigmund. Algumas reflexões sobre a psicologia do escolar. Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sgmund Freud, vol. XIII. Rio de Janeiro: Imago, 1995.

-LESER, H. O problema pedagogico. Editora UNESP, 1937-1965.

- HTTP:/ www.pedagogia.com.br

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Alma - Curta Metragem

Programa do Jô - Com ex presidente Fernando Henrique Cardoso - Parte Final

Programa do Jô - Com ex presidente Fernando Henrique Cardoso - Parte 4

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Programa do Jô - Com ex presidente Fernando Henrique Cardoso - Parte 2

Programa do Jô - Com ex presidente Fernando Henrique Cardoso - parte 1

Entrevista Fernando Henrique Cardoso - Roda Viva

Che Guevara




Ernesto Guevara de la Serna, mais conhecido por Che Guevara ou El Che por causa do vocativo gaúcho (argentino) che, (Rosário, 14 de junho de 1928 — La Higuera, 9 de outubro de 1967) foi um dos mais famosos revolucionários comunistas da história. Foi considerado pela revista norte-americana Time Magazine uma das cem personalidades mais importantes do século XX

Ernesto Guevara de la Serna nasceu em Rosário, importante cidade industrial argentina ao noroeste de Buenos Aires, numa família de classe média alta e antiperonista. Ernesto tinha dois anos quando sofreu o primeiro ataque de asma. Estudou grande parte do ensino fundamental com sua mãe em casa, onde havia uma biblioteca de cerca de três mil volumes com obras de Marx, Engels e Lenin, com os quais se familiarizou em sua adolescência. Por volta dos 12 ou 13 anos lia frequentemente. Sabe-se que leu Júlio Verne, Alexandre Dumas, Baudelaire, Neruda e Freud aos 15 anos.

Os ataques de asma sofridos por Ernesto durante a infância foram muito violentos e em vista de o menino não melhorar, os médicos aconselharam uma mudança de ares. Em 1932, quando Ernesto tinha quatro anos, a família mudou-se para a região de Córdoba, no centro da Argentina, que na altura não era ainda a zona industrial que hoje é. Radicaram-se em Altagracía, uma pequena estância de veraneio, não muito longe da cidade de Córdoba. Viviam em uma casa de estilo inglês, uma cottage chamada Villa Nidia. Foi titular do primeiro time de juniores do Velez Sarsfield. Em 1944, os negócios da família de Che vão mal e Ernesto emprega-se como funcionário da Câmara de uma vila nos arredores de Córdoba para ajudar as finanças em casa, sem de
ixar, contudo, de estudar.

Em 1946, terminou o liceu. Os Guevara mudaram-se para Buenos Aires e Ernesto ingressou na universidade, estudando medicina. Continuando a situação econômica a deteriorar-se, foram obrigados a vender com prejuízo a plantação de mate que tinham desenvolvido. Na capital, Ernesto empregou-se outra vez como funcionário municipal e mais tarde numa tipografia, continuando, não obstante, o curso de medicina. Houve um período durante o qual trabalhou como voluntário num instituto de pesquisas sexuais, então mantido pelo partido comunista. Nesse mesmo ano de 1946, foi chamado ao serviço militar, que, ironicamente, o recusou por inaptidão física.

Depois da Segunda Guerra Mundial, com a vitória dos aliados, a oposição a Juan Domingo Perón ganhou novo ânimo. Os estudantes constituíram a sua camada mais aguerrida. Che participou nessas lutas. Fez uma viagem, começada de moto e terminada a pé, pelas províncias argentinas de Tucumán, Mendoza, Salta, Jujuy e La Rioja, na qual percorreu diversos resorts Andinos.

E em 1951, seis meses antes de se formar em Medicina, decide interromper o curso - para desespero de seu pai - e iniciar, com Alberto Granado, uma grande viagem pelo continente, de Buenos Aires a Caracas, na velha motocicleta do companheiro, uma Norton 500 cc, fabricada em 1939 e apelidada de La Poderosa II. Nessa viagem, Guevara começa a ver a América Latina como uma única entidade económica e cultural. Visita minas de cobre, povoações indígenas e leprosários, interagindo com a população, especialmente os mais humildes. De volta à Argentina em 1953 acaba os estudos de Medicina e passa a dedicar-se à política.

Em 1953, Guevara atuou como repórter fotográfico cobrindo os Jogos Pan-Americanos do México, por uma agência de notícias argentina. Ainda em julho de 1953, inicia sua segunda viagem pela América Latina. Nessa oportunidade visita Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Panamá, Costa Rica, El Salvador e Guatemala.

Foi por causa da visão de tanta miséria e impotência e das lutas e sofrimentos que presenciou em suas viagens que o jovem médico Ernesto Guevara concluiu que a única maneira de acabar com todas as desigualdades sociais era promovendo mudanças na política administrativa mundial. Em sua passagem pela Guatemala, onde chegou em dezembro de 1953, Che presencia a luta do recém-eleito presidente Jacob Arbenz Guzmán, liderando um governo de cunho popular, na tentativa de realizar reformas de base, eliminar o latifúndio, diminuir as desigualdades sociais e um dos principais objetivos, garantir a mulher no mercado de trabalho.

O governo americano se opunha a Arbenz e, através da CIA, coordenou várias ações, incluindo o apoio a grupos paramilitares, contra o governo eleito da Guatemala, por não se alinhar à sua política para a América Latina.

As experiências na Guatemala são importantes na construção de sua consciência política. Lá Che Guevara auto define-se um revolucionário e posiciona-se contra o imperialismo americano.Nesse meio tempo, Che conhece Hilda Gadea, com quem se casa e de cuja união nasce sua primeira filha, Hildita.

Em 1954, no México através de Ñico López, um amigo das lutas na Guatemala, ele conhece Raúl Castro que logo o apresentaria a seu irmão mais velho, Fidel Castro. Esse organiza e lidera o movimento guerrilheiro 26 de Julho, ou M26, em referência ao assalto ao Quartel Moncada, onde em 26 de julho de 1953, Fidel Castro liderou uma ação militar na qual tentava tomar a principal prisão de presos políticos em Santiago. Guevara faz parte dos 72 homens que partem para Cuba em 1956 com Fidel Castro e dos quais só 12 sobreviveriam. É durante esse ataque que Che, após ser duramente espancado pelos rebeldes, larga a maleta médica por uma caixa de munição de um companheiro abatido, um momento que tempos depois ele iria definir como o marco divisor na sua transição de doutor a revolucionário.
Em seguida eles se instalam nas montanhas da Sierra Maestra de onde iniciam a luta contra o presidente cubano Fulgencio Batista, que era apoiado pelos Estados Unidos.Os rebeldes lentamente se fortalecem, aumentando seu armamento e angariando apoio e o recrutamento de muitos camponeses, intelectuais e trabalhadores urbanos. Guevara toma a responsabilidade de médico revolucionário, mas, em pouco tempo, foi se tornando naturalmente líder e seguido pelos rebeldes.

Após a vitória dos revolucionários em 1959, Batista exila-se em São Domingos e instaura-se um novo regime em Cuba, de orientação socialista. Mas teria sido a hostilidade dos Estados Unidos que levou ao seu alinhamento com a URSS. (“Eu tinha a maior vontade de entender-me com os Estados Unidos. Até fui lá, fale
i, expliquei nossos objetivos. (…) Mas os bombardeios, por aviões americanos, de nossas fazendas açucareiras, das nossas cidades; as ameaças de invasão por tropas mercenárias e a ameaça de sanções econômicas constituem agressões à nossa soberania nacional, ao nosso povo”.) (Fidel Castro, a Louis Wiznitzer, enviado especial do Globo a Havana, em entrevista publicada em 24 de março de 1960).
Governo Cubano

Guevara, então braço direito de Fidel, torna-se um dos principais dirigentes do novo estado cubano: Embaixador, Presidente do Banco Nacional, Ministro da Indústria.

Che esteve oficialmente no Brasil em agosto de 1961, quando foi condecorado pelo então presidente, Jânio Quadros, com a Grã Cruz da ordem Nacional do Cruzeiro do Sul.[3] A outorga dessa condecoração foi o desfecho de uma articulação diplomática, iniciada pelo Núncio apostólico no Brasil, monsenhor Armando Lombardi, seguindo às instruções da Santa Sé, solicitando a ajuda do governo do Brasil para fazer cessar a perseguição movida contra a Igreja Católica em Cuba. Jânio Quadros solicitou a mediação de Che junto a Fidel. Guevara atendeu ao pedido de Jânio e concordou em ser o intermediário do apelo do Vaticano junto ao governo cubano.[4] Meses antes alertara Fidel da existência da "operação Magusto" a invasão da Baía dos Porcos tentada por 1.297 anticastristas exilados, oriundos da ditadura de Fulgêncio Batista. A "operação Magusto" foi uma operação militar planejada pela Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), autorizada pelo presidente John Kennedy, que ocorreu em 17 de abril de 1961 e foi derrotada três dias depois. Em 1° de maio (ou 16 de abril, segundo outras fontes) Fidel Castro declarou que Cuba se tornaria um país socialista, e buscou apoio militar de Moscou para se defender das tentativas de invasões americanas e de ameaças representadas por planos dos militares norte-americanos, do tipo da "Operação Mongoose", autorizada em 4 de novembro de 1961 por Kennedy, ou da "Operação Northwoods" de 1962. Em 1° de dezembro de 1961 Fidel Castro declarou que a revolução cubana se tornara marxista-leninista.

Em 8 de agosto de 1961 Che discursou numa reunião da OEA em Punta del Este. Em 1964 Ernesto Che Guevara representou oficialmente Cuba nas Nações Unidas, tendo pronunciado um discurso em francês por ocasião da sua 19ª Assembléia Geral, em 11 de dezembro de 1964. Participou do Seminário Econômico de Solidariedade Afro-asiática entre 22 e 27 de fevereiro de 1965 em Alger, quando criticou publicamente, pela primeira vez, a política externa da União Soviética. Nesse mesmo ano, Guevara, deixa Cuba para propagar os ideais da revolução cubana pelo mundo com ajuda de voluntários de vários países latino americanos, contra os conselhos dos soviéticos mas com o apoio de Fidel Castro. Em 4 de outubro de 1965 Fidel Castro anunciou que Ernesto Che Guevara deixara a ilha para lutar contra o imperialismo.


Retorno à guerrilha e morte

Ele parte primeiramente para o Congo, na África, com um grupo de 100 cubanos "internacionalistas", tendo chegado em abril de 1965. Comandante supremo da operação, atuou com o codinome Tatu (do suaíle), e encontrou-se com Kabila. Por seu total desconhecimento da região, dos seus costumes, das suas crenças religiosas, das relações inter-tribais e da psicologia de seus habitantes, o "delírio africano" de Che resultou numa total decepção. Em seguida parte para a Bolívia onde tenta estabelecer uma base guerrilheira para lutar pela unificação dos países da América Latina e de onde pretendia invadir a Argentina. Enfrenta dificuldades com o terreno desconhecido, não recebe o apoio do partido comunista boliviano e não consegue conquistar a confiança dos poucos camponeses que moravam na região que escolheu para suas operações, quase desabitada. Nem Che nem nenhum de seus companheiros falavam a língua indígena local. É cercado e capturado em 8 de outubro de 1967 e executado no dia seguinte pelo soldado boliviano Mário Terán, a mando do Coronel Zenteno Anaya, na aldeia de La Higuera. Os boatos que cercaram a execução de Che Guevara levantaram dúvidas sobre a identidade real do guerrilheiro, que se utilizou de uma miriade de documentos falsos, de vários países, para entrar e viver na Bolívia. A confusão estabelecida em torno do caso culminou no desaparecimento do seu corpo, que só foi encontrado trinta anos depois.

Em 1997 seus restos mortais foram encontrados por pesquisadores numa vala comum, junto a outras ossadas, na cidade de Vallegrande, a cerca de 50 km de onde ocorreu a sua execução. Sua ossada estava sem as mãos, que foram amputadas (para servir como troféu) logo após a sua morte.[12] Seus restos mortais foram transferidos para Cuba, onde em 17 de outubro deste mesmo ano são enterrados com honras de Chefe de Estado, na presença de membros da sua família e do líder cubano e antigo companheiro de revolução Fidel Castro.


O homem e o mito


Monumento em Cuba baseado na foto Guerrillero heroico de Alberto KordaA reprodução da imagem de Che Guevara em camisetas e pôsteres geralmente utiliza uma famosa pintura feita pelo artista plástico irlandês radicado nos Estados Unidos Jim Fitzpatrick a partir da foto tirada por Alberto Diaz Gutiérrez, conhecido profissionalmente como Alberto Korda, divulgada pela revista Paris Match em 1967, pouco antes de sua morte, que se tornou a segunda imagem mais difundida da era contemporânea, atrás apenas de uma imagem de Jesus Cristo. A revista norte-americana Time incluiu Ernesto Che Guevara na sua lista das 100 personalidades mais importantes
do século XX, na secção "Líderes e Revolucionários".Na Argentina foi eleito o maior político argentino do século XX, obtendo 59,8% dos votos, em enquete feita por TV.

A imagem do Che é mítica em toda a América Latina. Na localidade onde foi assassinado em 1967, ergue-se atualmente uma estátua em sua homenagem. Ironicamente passou a ser conhecido na região como "San Ernesto de La Higuera" e a ser cultuado como santo pela população local, que o ignorara quando esteve vivo dentre eles. Sua imagem mítica, capturada por Korda e imortalizada no desenho de Fitzpatrick, surge nos locais os mais diversos: em anúncios do banco de investimentos luxemburguês Dexia, num retrato feito com folhas de coca meticulosamente sobrepostas exibido no gabinete do presidente Evo Morales,[17] em biquines da Companhia Marítima desfilados por Gisele Bündchen, em tatuagens no braço de Maradona e no peito de Mike Tyson.

O regime cubano ainda hoje homenageia Che Guevara, onde é objeto de veneração quase religiosa; as crianças nas escolas cantam: "Pioneros por el comunismo, Seremos como el Che". Seu mausoléu em Santa Clara atrai, todos os anos, milhares de visitantes, muitos dos quais estrangeiros.

Estátua em bronze em RosárioPara alguns historiadores essa glorificação messiânica é injustificável. Para eles, longe de ser um humanista, Che Guevara aprovou pessoalmente centenas de execuções sumárias pelo tribunal revolucionário de Havana. Como procurador-geral, foi comandante da prisão Fortaleza de San Carlos de La Cabaña, onde, nos primeiros meses da revolução, ocorreram 120 fuzilamentos. Ele mesmo escreveu: "As execuções são uma necessidade para o Povo de Cuba, e um dever imposto por esse mesmo Povo.". Os "campos de trabalho coletivos", na península de Guanaha (campos cubanos de trabalhos forçados) foram uma criação sua.[15] O próprio Che Guevara nunca fez segredo de que acreditava ser a luta armada a solução para os problemas que denunciava: " Como poderíamos contemplar o futuro luminoso e próximo se dois, três, muitos Vietnams desabrochassem na superfície do globo, com sua cota de mortes e suas tragédias imensas, com seu heroismo cotidiano, com seus golpes repetidos ao imperialismo, com a obrigação que lhe traz de dispersar suas forças, sob o ódio crescente dos povos do mundo !" Mas se por um lado advogava a violência da luta armada, como meio de atingir seus objetivos, por outro Che manifestava preocupação pela ética. Numa famosa entrevista com o jornalista Jean Daniel (L'Express, 25 de Julho de 1963, p. 9.), Che dizia: "O socialismo económico sem a moral comunista não me interessa. Lutamos contra a miséria, mas ao mesmo tempo contra a alienação. (…) Se o comunismo passa por alto os factos da consciência, poderá ser um método de repartição, mas já não é uma moral revolucionária". Sobre a liberdade de pensamento disse: "Não é possível destruir uma opinião com a força, porque isso bloqueia todo o desenvolvimento livre da inteligência."(Che Guevara, "Il piano i gli uomini", Il Manifesto n° 7, deciembre del 1969, p. 37.)

Em seu livro Socialism and Man in Cuba, expôs seu ideais de revolucionário: "Deixe dizer-lhe, com o risco de parecer ridículo, que o revolucionário verdadeiro está guiado por grandes sentimentos de amor. É impossível pensar num revolucionário autêntico sem esta qualidade. Quiçá seja um dos grandes dramas do dirigente(…) Nessas condições, há que se ter uma grande dose de humanidade, uma grande dose de sentido da justiça e de verdade para não caírmos em extremos dogmáticos, em escolasticismos frios, no isolamento das massas. Todos os dias temos que lutar para que esse amor à humanidade vivente se transforme em fatos concretos, em atos que sirvam de exemplo, de mobilização.


A trilha de Che - empreendimento turístico

Com um investimento de 611 mil dólares e um projeto trianual - que foi parcialmente financiado pela governo da Inglaterra através do seu Departamento de Desenvolvimento Internacional - o governo boliviano procura incentivar o turismo na região por onde Che Guevara passou, e onde encontrou sua morte. Para isso foi criada uma trilha turística, a "trilha de Che", que seguindo suas pegadas, inicia-se, por rodovia, em Santa Cruz de la Sierra, atravessa a localidade inca de Samaipata, e prossegue pelos vilarejos Vallegrande e La Higuera. Essa trilha turística busca levar o turismo internacional de massas a esse distante rincão das selvas bolívianas, aproveitando o mito Che Guevara.

Filme biográfico Diarios de Motocicleta (2004)

Na Sierra Maestra com Raúl CastroEm 2004 foi apresentado um filme, Diarios de Motocicleta, dirigido Walter Salles, nos gêneros aventura e drama biográfico, cujo roteiro foi baseado nos livros de Ernesto "Che" Guevara de La Serna (Notas de viaje) e Alberto Granado (Con el Che por America), contando a aventura desses então dois colegas universitários na travessia do continente sul-americano numa velha motocicleta Norton 500 cc, fabricada em 1939 e apelidada de La Poderosa II numa viagem que se estendeu de Buenos Aires a Caracas.

Filme épico Che apresentado no 61° Festival de Cannes

Em 2008 foi exibido um filme-acontecimento do 61º Festival de Cannes, intitulado "Che", de Steven Soderbergh, com 4h28 de duração, em duas partes

Na primeira metade descreve a participação de Che na Revolução Cubana (1959) e avança até o discurso do guerrilheiro na ONU, em 1964. A segunda parte de "Che" se concentra nos 341 dias que ele passou na selva boliviana, treinando guerrilheiros, até sua morte, em outubro de 1967.

"… há muitos aspectos da vida de Che que as pessoas não conhecem. Se contássemos o que ocorreu na Bolívia sem mostrar o que houve antes, não haveria o contexto para entender a história." disse Soderbergh. Sobre os que desaprovam o fato do filme "Che" retratar um perfil positivo do guerrilheiro e favorável às suas ações, Soderbergh afirmou: "Conheço bem a argumentação dos que são anti-Che e sei que qualquer quantidade de barbaridades que incluíssemos nesse filme não seria suficiente para satisfazê-los".

Observações
Segundo o escritor Jon Lee Anderson, Che Guevara teria nascido no dia 14 de maio e não a 15 de junho como consta de todas as biografias. Anderson cita como fonte uma das amigas da mãe de Che que lhe afirmou que à época do nascimento dele, sua mãe, Célia de la Serna, teve de adiar a data em um mês porque ela havia se casado grávida e, se não o fizesse, sua família descobriria o seu segredo. No entanto, essa justificação não é totalmente convincente, uma vez que os pais de Guevara se casaram em Novembro de 1927, ou seja, sete meses antes do nascimento do filho, pelo que não se justificaria qualquer artifício.

Che Guevara foi capturado em 8 de outubro de 1967 (não no dia 9) e morto no dia seguinte.A pedido de Juan Coronel Quiroga, amigo pessoal do então ministro da defesa da Bolívia, as mãos de Ernesto Che Guevara foram cortadas, mantidas em formol e entregues a ele: "Por anos guardei as mãos de Che Guevara debaixo de minha cama, em um grande pote de vidro.

Bibliografia em português
Esboço de bibliografia organizado por ordem cronológica das primeiras edições em Portugal e/ou no Brasil.


GUEVARA, Ernesto Che. Diário - Lisboa, Editora Ática, 1975

GONÇALVES, Egito (org). Poemas a Guevara - Porto, Editora Limiar, 1975

GUEVARA, Ernesto Che. Cuba - Guerra Revolucionária - Lisboa: Edições 70, 1975

GUEVARA, Ernesto Che. Viagem Pela América - Lisboa: Edições Dinossauro, 1996

GADEA, Hilda. Os Meus Anos com o Che - Lisboa: Edições Dinossauro, 1996

GUERRA, Félix, ESCOBAR, Froilán e TAIBO II, Paco Ignacio. O Ano em que Estivémos em
Parte Nenhum - Porto: Editora Campo das Letras, 1996

CASTANEDA, Jorge G.. Che Guevara: A Vida em Vermelho - São Paulo, Companhia das Letras, 1997

FAFE, José Fernandes. Ernesto Che Guevara - Homem do Século XIX ou do Século XXI? - Porto: Edições Dividendo, 1997

BARBOSA, Wilson. Presença de Che Guevara - Rio de Janeiro: Editora Quartet, 2000

GOMES, Saulo. Quem Matou Che Guevara - São Paulo: Editora Elevação, 2002

GUEVARA, Ernesto Che. Outra Vez - Rio de Janeiro: Editora Ediouro, 2003; Porto: Editora Ausência, 2003

TELES, Viriato. A Utopia segundo Che Guevara Porto: Editora Campo das Letras, 2005
ABAD, José Gómez. Como o Che Enganou a CIA - Editora Avante!, SA, Lisboa - 2006
A Farsa do Mito - Veja, Brasil, 2007

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Cuentos Barcelona !!!



Por el Máster Comunicación y Educación de la Universitat Autònoma de Barcelona, " com um toque brasileiro"!!