quarta-feira, 5 de maio de 2010

Waltz with Bashir - Mais um pouco! A Primeira Guerra do Líbano



A Primeira Guerra do Líbano
A Primeira Guerra do Líbano, também chamada quinta guerra árabe-israelense ou Operação Paz na Galiléia . A Invasão do Líbano de 1982 foi um episódio da Guerra do Líbano durante o qual as Forças de Defesa de Israel invadiram o sul do Líbano, em junho de 1982 - oficialmente, com o objetivo de fazer cessar os ataques dos palestinos da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), baseada no Líbano.

Em 6 de junho de 1982, com o apoio de milícias libanesas, Israel invade o Líbano e chega a Beirute. Após dois meses de intensos bombardeios israelenses, é negociada a retirada da OLP da capital libanesa. No ano seguinte, a organização palestina deixa o país.

Em 16 de setembro, com a permissão israelense, milícias cristãs libanesas invadem os campos de refugiados palestinos de Sabra e Chatila, na parte oeste de Beirute, e massacram a população civil. Não se sabe se o exército israelense desempenhou um papel ativo na carnificina. A ação fora uma represália pelo assassinato, dois dias antes, do presidente eleito Bachir Gemayel.

Um novo presidente libanês pró-israelense, Amin Gemayel (irmão de Bachir) é eleito, sendo fortemente combatido, com a ajuda da Síria. Israel retira suas tropas para uma estreita faixa ao longo da fronteira sul do Líbano.

Os EUA enviam suas tropas ao Líbano depois do massacre de Sabra e Chatila e se retiram em fevereiro de 1984, em razão das pressões internacionais e da resistência árabe (sírios, libaneses e palestinos). A saída das tropas norte-americanas e, em seguida, das israelenses enfraquece os cristãos.

Os drusos dominam a região do Chouf, área montanhosa ao sul e leste de Beirute, expulsando as comunidades cristãs que ali viviam há séculos.

Os falangistas sofrem significativas derrotas em 1984 e 1985. Ainda em 1985, sob o patrocínio sírio, as três principais facções militares libanesas – a milícia drusa (xiita), a milícia Amal (também xiita, pró-Síria) e a Falange (cristã) – assinam, em Damasco, um acordo para o cessar-fogo. O pacto é boicotado pelo Hezbollah (grupo xiita apoiado pelo Irã), pelo Movimento al-Murabitun (milícia de maioria sunita) e por setores da comunidade cristã. A violência prossegue, com o seqüestro de vários estrangeiros e libaneses, o assassinato do primeiro ministro Rashid Karami, em junho de 1987, e sangrentos combates nos subúrbios de Beirute, opondo o Amal e o Hezbollah e a OLP. Amin Gemayel encerra seu mandato, em setembro de 1988, sem conseguir pacificar o país, transferindo o poder a um gabinete militar liderado pelo general maronita Michel Aoun, gerando descontentamento entre os muçulmanos.

Israel cria uma milícia libanesa aliada, o Exército do Sul do Líbano (ESL), e ocorrem 20 invasões aéreas israelenses ao longo de 1988.

Em 1989, uma nova reunião tripartite propõe uma carta de reconciliação nacional (Acordo de Taif), apoiada por EUA, URSS, França, Reino Unido e principais governos árabes. Em 22 de outubro daquele ano, a Assembléia Nacional Libanesa, reunida em at-Taif, na Arábia Saudita, aprova a carta, que determina a participação, em condições de igualdade, de cristãos e muçulmanos no governo e o desarmamento das milícias, exceto das que participam da resistência à ocupação israelense no sul do Líbano.

O general cristão Michel Aoun rejeita o acordo de Taif e se autoproclama presidente da República.

Novos conflitos eclodem em Beirute entre os maronitas, que apoiam (liderados por Samir Geagea) e os que rejeitam (partidários de Michel Aoun) os acordos de Taif.

Para obter apoio da Síria na coalizão anti-iraquiana, liderada pelos EUA, após a invasão do Kwait pelo Iraque, em 2 de agosto de 1990, os americanos autorizam o ataque final da Síria às tropas leais a Michel Aoun. Os combates terminam em outubro de 1990, quando bombardeios sírios, com apoio de tropas dos exércitos libanês e sírio, destroem o quartel-general de Aoun e o forçam ao exílio na França. Israel não reage à ofensiva síria, para não comprometer a coalizão pró-ocidental anti-iraquiana. Uma frágil paz, estabelecida sob a proteção síria, é formalizada por um tratado em maio de 1991.

Com apoio dos EUA e da Arábia Saudita, a Síria consolida seu domínio sobre o Líbano, mantendo 35 mil soldados no país. O sul do Líbano permanece sob o domínio de Israel e do ESL, que oprimem violentamente a população local, de maioria xiita. Todas as milícias são desarmadas, menos aquelas que atuam na região do sul libanês. Ali, a tensão continua, com a resistência de guerrilheiros do Hezbollah e de grupos laicos nacionalistas, palestinos e comunistas (PNSS, FPLP-CG, PCL) contra a ocupação do território libanês por Israel e pelo Exército do Sul do Líbano.

Os israelenses realizam, em 1996, maciços ataques aéreos e de artilharia às posições da guerrilha que atingem, pela primeira vez desde 1982, os subúrbios de Beirute, matando centenas de civis.

Em abril de 1998, o gabinete israelense anuncia a intenção de cumprir a resolução 425 do Conselho de Segurança da ONU, que determina a retirada do Exército de Israel da faixa de 15 km no sul do Líbano e o estabelecimento de uma força de paz no local.

Finalmente, em 2000, os israelenses se retiram do sul do Líbano, permanecendo todavia a ocupação das fazendas de Shebaa, próximas às Colinas de Golã, pois Israel não considera as fazendas como território libanês.

Bibliografia: Enciclopédia livre - Wiki

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