
"Fim do mundo? Ainda não."
Por Albanir Faleiros Machado Neto
É interessante, já perceberam basta alguém dizer a palavra “crise” ou mudança, sendo ela política, social ou financeira, torna-se um alarde para um provável “fim do mundo” juntamente com falácias demagógicas de todos os tipos? Por quantas crises mundiais o mundo já passou? Com certeza muitas, o ponto é, em nenhuma delas o mundo acabou, e não será na atual que ele cairá, simplesmente se transformará.
O mundo já viu mudanças incríveis e que fora influenciadas por personas como Isaac Newton, embora não fosse um filósofo na acepção da palavra, mas sim um físico, contribuiu decisivamente para uma mudança radical na visão de mundo de sua época. Com o desenvolvimento das teses de Galileu, Kepler, Copérnico, Descartes e outros, na primeira metade do século XVII fora rejeitado a concepção medieval de um universo imóvel e estático. Com essa rejeição surge uma nova perspectiva de universo, na qual o movimento é considerado absoluto e o repouso, relativo.
Esta grande mudança no mundo na perspectiva ideológica chamada de iluminismo levou a uma enorme fermentação de idéias que acabou por exercer profunda influência no pensamento e nas ações da humanidade. O locus da idéia é que a razão é o único guia infalível para se chegar ao conhecimento e a sabedoria e que o universo é uma máquina governada por leis físicas que podem ser determinadas e estudas, não se submetendo a interferências de cunho divino, como milagres por exemplo.
É claro que mundo passou por crises que levaram a mudanças e mutações por todo globo. O mundo viu o fascismo e o nazismo, viu a grande depressão de 1929 e suas conseqüências, viu a segunda guerra mundial. Passou pela guerra fria, pela descolonização da Ásia e da África. O mundo viveu uma nova forma de organização social que se deu com a Revolução Russa de 1917, viu o implemento de um socialismo que acabou se mostrando decadente e violento na União Soviética, já na China apresentando-se de formas diferenciadas ainda assim violenta. Viu a formação das democracias populares e revoluções políticas.
Esses são alguns exemplos de mudanças mundiais que influenciaram de forma direta ou indireta toda a humanidade e que tiveram um tremendo impacto na vida das pessoas. Tendo em vista que vivemos hoje uma nova crise do capitalismo, onde, especialistas dizem ser uma das maiores de todos os tempos e de conseqüências catastróficas, pergunto: Fala sério, quando isso foi novidade? A questão é, o que faremos com os erros e como utilizar os exemplos passados para melhorar o futuro, o ser humano pode ser brilhante ou agir como um energúmeno a em situações envolvendo o capital. Então, agir como energúmeno, ou agir conforme os equívocos e aprimorar-se com os erros? O jogo está rolando, no que aposta?
texto publicado 03/2009 - Jornal de Negócios
E aí, Neto!!
ResponderExcluirBom... ninguém, além de você escreve aqui? Então vamos lá!
FIM DO MUNDO?
Acredito estar bem próximo!
Para mim os impactos têm sido imediatos e severos, digo isso em relação as agressões que o homem tem feito a terra. O crescimento desenfreado do consumo está exercendo uma pressão sem precedentes.. Ditadores, Pensadores, Homens que contribuíram ou não para uma visão mais ampla de organização social de certa forma se fazem necessários e de grande importância para existência global.. De forma sistemática olhe para Revolução Industrial! O significativo aumento da temperatura mundial, fenômeno conhecido como aquecimento global. Este fenômeno, gerado pelo aumento da poluição do ar, tem provocado o derretimento de gelo das calotas polares e o aumento no nível de água dos oceanos. O processo de desertificação também tem aumentado nas últimas décadas em função das mudanças climáticas. O MUNDO ESTÁ ACABANDO SIM, E NÓS SOMOS COLABORADORES ATIVOS PARA A NOSSA ESTINÇÃO.
Caro Anonimo, o título do referido texto é uma metáfora aos alardes exarcebados em relação as "crises" e as mudanças que ocorreram, que ocorrem e que possivelmente ocorrerão. Não se trata de um texto a respeito do clima, do derretimento das calotas polares ou aumento do nível dos oceanos, e sim uma reflexão a respeito de economia, de sistema financeiro e de mudanças nas organizações sociais.
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